www.oinstalador.com 348 JUNHO 2026 Preço €11 | Periodicidade - Mensal (10 edições/ano) A REVISTA DO SETOR DAS INSTALAÇÕES EM PORTUGAL R1234ze GVAF XSE Datacenter Special 450 a 2500kW Eficiência de Topo Comprovada Temperatura Ambiente até 48ºC Temperatura da água até 25ºC Lisboa: 214 146 200 | Porto: 226 069 764 | comercial.pt@trane.com
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Eficiência Energética Filtro HEPA Ligação Wi-Fi Arrefecimento rápido SEER até 8.8 Ajusta a temperatura rapidamente Controlo remoto via app Elimina partículas e bactérias TECNOLOGIA QUE ELEVA O DESEMPENHO
8 Vulcano lança PrimeAqua Connect: termoacumulador elétrico com controlo via Wi-Fi A Vulcano, marca portuguesa, apresenta o PrimeAqua Connect, o novo termoacumulador elétrico que alia conforto, eficiência e conectividade. Pensado para responder às exigências e tendências de consumo, o PrimeAqua Connect vem equipado com conectividade Wi-Fi integrada que permite aos utilizadores controlar a temperatura, programar horários e monitorizar consumos diretamente a partir do seu smartphone, em qualquer lugar ou momento. Com função Smart, o PrimeAqua Connect adapta- -se aos hábitos de utilização das famílias e consegue ajustar o seu funcionamento garantindo água quente sempre que necessário e promovendo uma poupança real na fatura energética. A sua tecnologia de duplo depósito permite ainda uma maior rapidez no aquecimento de água, assegurando que o primeiro banho esteja disponível em metade do tempo, face a um termoacumulador convencional. O seu design compacto, ideal para espaços reduzidos, permite que possa ser instalado na horizontal ou na vertical, inclusive no interior de armários. A barra de fixação, exclusiva Vulcano, facilita a substituição de equipamentos existentes, tornando a instalação mais simples e rápida. Encontra-se disponível em vários modelos, com capacidades entre os 50 e os 120 litros. Nadi Batalha, responsável de marketing da Vulcano, indica que “o PrimeAqua Connect representa um passo importante na aposta da Vulcano na inovação, permitindo uma gestão mais eficiente da água quente e uma experiência de utilização mais simples e intuitiva”. Com este lançamento, a Vulcano reforça o seu compromisso com a inovação, eficiência energética, colocando a sua tecnologia ao serviço do conforto diário. EDITORIAL A transição energética deixou há muito tempo de ser um objetivo distante. Está a acontecer todos os dias, em obras, edifícios, fábricas e instalações por todo o País. Fala-se de metas, investimentos e inovação tecnológica. Mas há uma realidade que continua a merecer mais atenção: nada disto avança sem pessoas. Portugal tem registado progressos importantes nas energias renováveis, mas os desafios que temos pela frente exigem muito mais do que equipamentos modernos ou novas soluções tecnológicas. Exigem profissionais preparados para instalar, operar e manter sistemas cada vez mais complexos. O setor das instalações vive uma mudança profunda. O propano, o dióxido de carbono (CO₂) e a amónia são hoje uma presença crescente em projetos de climatização e refrigeração. As vantagens ambientais são evidentes, mas também aumentam as exigências técnicas e de segurança. Trabalhar com estes fluidos requer conhecimento, experiência e formação contínua. Ao mesmo tempo, continua a existir um enorme potencial de melhoria na eficiência dos edifícios. Uma instalação mal executada, uma manutenção adiada ou um sistema incorretamente dimensionado traduzem-se em desperdício de energia, custos mais elevados e menor desempenho. A tecnologia continuará a evoluir e a desempenhar um papel decisivo na descarbonização. Mas nenhum equipamento instala a si próprio, nenhum sistema se mantém sozinho e nenhuma inovação substitui o conhecimento adquirido ao longo de anos de trabalho no terreno. Num tempo em que a inteligência artificial ocupa cada vez mais espaço, vale a pena recordar uma evidência simples: a transição energética será feita por pessoas. Por técnicos, instaladores, projetistas e especialistas que todos os dias transformam objetivos em realidade. São essas mãos, experientes e qualificadas, que continuam a fazer a diferença. E são essas mãos que nenhum algoritmo consegue substituir. Mãos que nenhum algoritmo substitui
10 ATUALIDADE MAIS NOTÍCIAS DO SETOR EM: WWW.OINSTALADOR.COM • SUBSCREVA A NOSSA NEWSLETTER Panasonic Portugal visita fábrica de aerotermia em Pilsen A equipa da Panasonic Heating & Cooling Solutions Portugal visitou recentemente a fábrica da Panasonic em Pilsen, na República Checa, uma das unidades de referência da empresa na Europa para o fabrico de soluções de aerotermia. Durante a visita, a equipa teve oportunidade de conhecer em pormenor o processo de produção das unidades de aerotermia, bem como os rigorosos padrões de conceção, segurança e controlo de qualidade aplicados em cada fase do fabrico. A visita permitiu aprofundar, em particular, as características técnicas das unidades exteriores com o refrigerante R290, uma tecnologia fundamental no avanço rumo a soluções de climatização mais eficientes e sustentáveis. Além disso, os participantes visitaram os showrooms da fábrica, onde puderam conhecer as últimas novidades e as diferentes soluções da Panasonic Heating & Cooling Solutions. Ao longo da visita, a equipa apresentou as novas tecnologias e produtos da empresa, despertando grande interesse entre os participantes pelas inovações apresentadas. A fábrica de Pilsen destaca-se pelo seu elevado nível de exigência em matéria de qualidade e pelo seu empenho constante na inovação e na eficiência energética, valores que fazem parte do compromisso global da Panasonic Heating & Cooling Solutions. Para além da visita à fábrica, a equipa participou em várias atividades organizadas na cidade de Pilsen, uma experiência que contribuiu para reforçar a relação com os clientes e promover um ambiente de proximidade e colaboração. No entanto, o principal objetivo da viagem foi proporcionar uma visão direta e detalhada dos processos de fabrico e da tecnologia que a Panasonic desenvolve para o setor de AVAC. Roadshow Rota 26 da Schneider Electric com 23 paragens em Portugal A Schneider Electric põe em marcha a Rota 26, um roadshow ibérico dirigido a eletricistas profissionais e ao canal de distribuição elétrica. A iniciativa vai passar por 23 pontos de venda estratégicos em todo o país, entre 1 de junho e 7 de julho, com o objetivo de aproximar soluções, ferramentas e encontros presenciais dos profissionais do setor. A nível ibérico, o roadshow decorrerá através de quatro rotas simultâneas: uma em Portugal e três em Espanha, num total de aproximadamente 80 ativações orientadas ao eletricista profissional, num ambiente pensado para combinar formação, experiência de produto e proximidade diretamente no ponto de venda. Uma iniciativa para o ecossistema profissional elétrico A Rota 26 faz parte do posicionamento Advancing Energy Tech, com o qual a Schneider Electric reforça o seu papel como parceiro de tecnologia energética para distribuidores e eletricistas profissionais. Através deste roadshow, levará a sua proposta de valor diretamente aos espaços onde os profissionais compram, tomam decisões e desenvolvem a sua atividade diária. A iniciativa dirige-se principalmente a eletricistas independentes, pequenas empresas de instalação, profissionais de manutenção e especialistas ligados ao mercado da distribuição elétrica. Os distribuidores participantes vão ter também um papel relevante na iniciativa, atuando como anfitriões e amplificadores locais em cada uma das rotas.
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12 ATUALIDADE MAIS NOTÍCIAS DO SETOR EM: WWW.OINSTALADOR.COM • SUBSCREVA A NOSSA NEWSLETTER Parceria entre três empresas revoluciona sistema energético do IPO Lisboa A Carrier, a Geoterme e a Grundfos realizaram, no passado dia 26 de maio, uma sessão técnica dedicada à descarbonização e eficiência energética no setor da saúde, centrada no projeto de modernização do Instituto Português de Oncologia de Lisboa (IPO Lisboa). O encontro decorreu no Hotel SANA Malhoa, em Lisboa. Joana Peres João Antero Cardoso, engenheiro, projetista e especialista em climatização. O evento teve como principal foco o projeto de descarbonização e renovação da central de frio e calor do IPO Lisboa — uma intervenção complexa que permitiu reduzir significativamente as emissões de CO2 do complexo hospitalar. A apresentação técnica foi conduzida pelo engenheiro João Antero Cardoso, projetista e especialista em climatização, que começou por enquadrar a dimensão do desafio. O IPO Lisboa, explicou, é um complexo hospitalar com origem nos anos 20, composto por vários edifícios interligados e sustentado, durante décadas, por sistemas térmicos antigos baseados em vapor. “Era uma infraestrutura muito envelhecida, com equipamentos dispersos, consumos elevados e perdas energéticas muito significativas”, referiu. Antes da intervenção, o hospital contava com dezenas de chillers, sistemas split e equipamentos autónomos espalhados pelas instalações. As perdas energéticas rondavam os 30% a 40%, sobretudo devido ao estado das tubagens e à degradação dos equipamentos existentes. Na altura, os consumos anuais ultrapassavam os 2,7 milhões de m3 de gás natural e mais de 8,7 milhões de kWh de eletricidade, traduzindo-se em cerca de 4.900 toneladas anuais de emissões de CO2. A solução passou pela substituição integral do sistema térmico por uma nova central baseada em chillers bombas de calor multifuncionais, caldeiras de condensação e uma rede hidráulica enterrada e isolada. Um dos aspetos mais relevantes do projeto foi a capacidade de produzir simultaneamente água quente e fria, recuperando energia entre diferentes necessidades térmicas do hospital. A instalação integra cinco chillers bombas de calor multifuncionais capazes de produzir água gelada a 5 °C e água quente até 65 °C, complementados por sistemas dry cooler instalados na cobertura. As caldeiras de condensação ficaram reservadas para situações de maior exigência térmica e para garantir os processos de sanitização da água quente sanitária, particularmente importantes num ambiente hospitalar. Duarte Pinto, da Electrocabos.
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14 ATUALIDADE MAIS NOTÍCIAS DO SETOR EM: WWW.OINSTALADOR.COM • SUBSCREVA A NOSSA NEWSLETTER Ao longo da sessão foram também apresentados os bastidores técnicos da obra. Duarte Pinto, da Electrocabos, partilhou a experiência da empresa instaladora e os principais desafios enfrentados durante a execução da empreitada. “Trabalhar num hospital em funcionamento permanente obriga a um planeamento muito rigoroso e a uma coordenação constante entre todas as equipas”, destacou. A obra decorreu sem interromper a atividade hospitalar, o que exigiu uma elevada articulação entre projetistas, instaladores e equipas técnicas do IPO. Além da complexidade técnica, o projeto enfrentou ainda os impactos da pandemia de Covid-19, desde a escassez de mão de obra às dificuldades no fornecimento de materiais como cobre, aço, componentes eletrónicos e isolamentos. Houve também atrasos logísticos e aumento dos custos operacionais associados à reorganização das equipas e às medidas sanitárias implementadas em obra. Apesar disso, os resultados acabaram por superar as expectativas. Com a nova infraestrutura em funcionamento, o consumo de gás natural tornou-se praticamente residual. Embora o consumo elétrico tenha aumentado, devido à eletrificação do sistema através das bombas de calor, o balanço ambiental revelou-se claramente positivo. As emissões anuais de CO2 desceram de cerca de 4.900 para aproximadamente 3.200 toneladas, representando uma redução de 34%. Posteriormente, o complexo passou ainda a integrar produção fotovoltaica, reforçando a aposta na sustentabilidade energética. A sessão terminou com uma visita técnica à central de frio e calor do IPO Lisboa. Os participantes tiveram oportunidade de conhecer de perto os equipamentos instalados, as subestações e os sistemas dry cooler atualmente em operação contínua, responsáveis pela produção de água a 7 °C e 65 °C que alimenta todo o complexo hospitalar. O projeto de modernização energética do IPO Lisboa decorreu entre 2016 e 2022 e envolveu uma profunda renovação da central de frio e calor do complexo hospitalar. Mais do que uma intervenção técnica, a iniciativa mostrou também a importância da colaboração entre diferentes especialistas do setor. A união entre Carrier, Geoterme e Grundfos, juntamente com projetistas, instaladores e equipas técnicas do hospital, permitiu concretizar uma obra de elevada complexidade sem comprometer o funcionamento da unidade hospitalar. Um exemplo de como a cooperação entre empresas e competências distintas pode acelerar soluções mais eficientes, sustentáveis e preparadas para os desafios energéticos do futuro.
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O Grupo Pinto & Cruz celebra 91 anos com um legado construído sobre competência técnica, expansão internacional e um propósito simples, mas poderoso: garantir que o negócio dos seus clientes não para. Joana Peres 18 MPRESA E UMA HISTÓRIA FAMILIAR COM RAÍZES NO PORTO Era 21 de janeiro de 1935 quando António Pinto e Arnaldo Cruz abriram as portas de uma pequena empresa na Rua de Alexandre Braga, no Porto. Ninguém poderia então imaginar que aquele empreendimento se tornaria, nove décadas depois, num dos mais sólidos grupos empresariais de engenharia em Portugal. A Pinto & Cruz nasceu centrada nas instalações especiais — aquecimento e elevadores —, a que se juntou rapidamente uma atividade comercial nas áreas de motores e tubagens. Era o embrião de um grupo que o tempo haveria de moldar. NOVE DÉCADAS DE ENGENHARIA AO SERVIÇO DE PORTUGAL
19 MPRESA E A empresa atravessou, sem perder o rumo, os sobressaltos da história portuguesa. Mudanças de liderança, expansão de representações, novas áreas de negócio: em 1960 chegaram as motosserras e as gruas hidráulicas Hiab; em 1976, a Pinto & Cruz instalou as primeiras escadas rolantes do Norte do país, no Shopping Center Brasília. Cada marco era um sinal de que a empresa crescia não por acaso, mas por visão. Em 1989, a empresa inaugurou a sede na Zona Industrial do Porto — instalações que simbolizavam uma nova escala de ambição. Em 1996, deu-se a abertura das primeiras delegações (Benavente e Lisboa) e, nesse mesmo ano, arrancou o processo de internacionalização com a entrada no mercado angolano. Moçambique e Cabo Verde seguiram-se naturalmente.
“Para que o seu negócio não pare” — mais do que um propósito, esta frase é a síntese filosófica de quem, há 91 anos, faz da engenharia um ato de parceria 20 MPRESA E Hoje, o Grupo está presente em todo o território nacional e em três países africanos de língua portuguesa. Em 2012, a estrutura formaliza-se: nasce o Grupo Pinto & Cruz, com empresas especializadas em áreas distintas — Elevadores, Instalações Eletromecânicas, Tubagens e Materiais de Construção, e Máquinas e Equipamentos. A gestão executiva é hoje liderada por Miguel Pinto, neto do fundador, com Joaquim Pinto a presidir à empresa-mãe. Um grupo de base familiar, detido a 100% por herdeiros e descendentes de António Pinto, que nunca perdeu o ADN que o define: rigor, competência e seriedade. “Para que o seu negócio não pare” — mais do que um propósito, esta frase é a síntese filosófica de quem, há 91 anos, faz da engenharia um ato de parceria. PINTO & CRUZ ENERGIA E SISTEMAS: A ESPINHA DORSAL TÉCNICA DO GRUPO Entre as várias empresas do Grupo, a Pinto & Cruz Energia e Sistemas destaca-se pela abrangência e profundidade técnica da sua oferta. Herdeira direta do espírito fundador — as instalações especiais que estiveram na origem de tudo —, esta empresa é hoje uma das mais completas respostas do mercado português no domínio das instalações eletromecânicas. A sua atividade divide-se em quatro grandes vetores. Nas instalações mecânicas, a empresa intervém em centrais térmicas, sistemas de ventilação e climatização, redes hidráulicas em edifícios, estações de tratamento de águas (ETA e ETAR) e redes de gás e ar comprimido. No plano das instalações elétricas, a oferta abrange desde o transporte e distribuição de energia em baixa e média tensão até sistemas de segurança eletrónica e gestão técnica centralizada. A aposta nas energias renováveis é outro dos pilares estratégicos da empresa. Centrais solares fotovoltaicas, carregadores elétricos e subestações fazem parte de um portfólio que responde às exigências da transição energética. A Pinto & Cruz Energia e Sistemas posicionou-se cedo nesta área, antecipando uma procura que hoje é uma realidade incontornável no mercado. Nas instalações industriais, a empresa oferece soluções EPC (Engineering, Procurement & Construction) em construções industriais, incluindo montagem de equipamentos de processo em regime “chave na mão”. Esta capacidade de assumir projetos de ponta a ponta — da engenharia à entrega — distingue a empresa no mercado e reforça a sua credibilidade junto de clientes exigentes. A manutenção e assistência técnica fecham o ciclo de valor. Com cobertura geográfica alargada — escritórios no Porto, Póvoa de Santa Iria e Parchal — e uma equipa multidisciplinar certificada, a empresa garante disponibilidade 24 horas por dia, uma oferta de 'facility services' integrada e a gestão e exploração de instalações nos setores de ensino, indústria, saúde, logística, retalho e hotelaria.
21 MPRESA E É precisamente esta transversalidade — intervir em todas as fases de vida de uma instalação, da conceção à manutenção quotidiana — que define o posicionamento da Pinto & Cruz Energia e Sistemas no mercado. A empresa é uma entidade acreditada na ANEPC (sob o número 728), certificada na área da qualidade desde 1999, e tem sido palco de contínua expansão. l Em janeiro de 2026, a Pinto & Cruz celebrou os seus 91. A empresa que começou com dois sócios e uma morada na Rua de Alexandre Braga é hoje um Grupo com presença em quatro países, dezenas de especialidades e mais de mil colaboradores. Mas talvez o mais impressionante não seja a dimensão que alcançou — seja o facto de, ao longo de noventa anos, nunca ter perdido a clareza sobre o que é: uma empresa de engenharia que existe para que o negócio dos seus clientes não pare. Saiba mais em: https://pintocruz.pt/pt/
22 MPRESA E ENTREVISTA: RUI VIEIRA, DIRETOR-GERAL DA PINTO & CRUZ ENERGIA E SISTEMAS "A manutenção é muitas vezes considerada o 'parente pobre' das instalações" Rui Vieira escolhe as palavras com cuidado, mas não as poupa quando é preciso. O diretor-geral da Pinto & Cruz Energia e Sistemas fala com a autoridade de quem conhece o setor por dentro — e por isso não hesita em nomear o que considera uma falha recorrente do mercado: a manutenção continua a ser a primeira rubrica a ser cortada em tempos de crise, como se fosse um custo dispensável e não aquilo que, na prática, mantém tudo a funcionar. À frente de uma empresa com mais de nove décadas de história e presença no Porto, Lisboa e Algarve, Rui Vieira faz um retrato honesto de um setor em aceleração; entre a corrida aos datacenters, a eletrificação da indústria e as salas brancas dos blocos operatórios onde não há margem para erro. Joana Peres Que fatores distinguem atualmente a atuação da Pinto & Cruz Energia e Sistemas? A Pinto & Cruz Energia e Sistemas distingue-se por uma abrangência bastante ampla em todas as áreas ligadas às instalações eletromecânicas, que vão desde as redes hidráulicas, às instalações de AVAC, fotovoltaico e instalações elétricas. Para além disso, temos uma cobertura nacional a partir de três delegações – Porto, Lisboa e Algarve, que nos permite assegurar com eficiência serviços de manutenção e assistência técnica dessas mesmas áreas de uma forma rápida e eficiente otimizando recursos que são cada vez mais escassos. Como está estruturada a área da empresa e que competências técnicas a tornam diferenciadora? A empresa tem dois grandes departamentos, um de execução de obras eletromecânicas e outro de manutenção e assistência técnica. Temos um corpo técnico bastante experiente, somos neste momento mais de 20 engenheiros mecânicos e eletrotécnicos, divididos pelos dois departamentos e pelas três localizações geográficas. De que forma evoluiu o portefólio de serviços da empresa para responder às exigências atuais do mercado? O nosso foco são os clientes industriais e os concursos públicos, sobretudo os ligados à área hospitalar, que são dois segmentos tradicionais do grupo Pinto & Cruz de há muitos anos. Os clientes industriais são, por norma, exigentes no que diz respeito à qualidade do serviço e o fator preço não
23 MPRESA E relevo e escala no mercado eletromecânico em Portugal. Desde logo os investimentos em datacenters para fazer face ao “boom” da inteligência artificial. A segunda grande área é a ligada à transição energética da indústria e a referida eletrificação em detrimento dos combustíveis fósseis. Por último, a construção de unidades hoteleiras que continuam a proliferar em Portugal de norte a sul. Como são avaliados e selecionados os equipamentos e tecnologias utilizados nos vossos projetos? Existem vários fatores que tentamos sempre ter em conta nos nossos projetos, desde logo a qualidade e a eficiência dos mesmos, bem como a sua relação qualidade preço. Outro aspeto que tentamos incluir nas nossas obras, embora nem sempre seja possível, são materiais e equipamentos de fabricantes nacionais. A Pinto & Cruz é uma empresa portuguesa, com mais de nove décadas de experiência, e consideramos que deveria existir um maior reconhecimento da qualidade da produção nacional, no que diz respeito à preferência por materiais e equipamentos fabricados em Portugal. Ao contrário dos nossos vizinhos espanhóis, em Portugal persiste muitas vezes a ideia de que aquilo que é importado tem uma qualidade superior ao que é produzido nacionalmente, o que nem sempre corresponde à realidade. Que papel assume a manutenção preventiva e a monitorização na otimização do desempenho dos sistemas instalados? Infelizmente a manutenção é muitas vezes considerada o “parente pobre” das instalações, não lhe sendo reconhecida a importância que efetivamente merece. Por outro lado, em períodos de crise, a primeira rubrica a sofrer cortes é normalmente a da manutenção, o que leva a uma consequente deterioração das instalações. Contudo, é um facto que uma manutenção preventiva, regular e de qualidade, permite prolongar a vida útil dos equipamentos, manter a eficiência dos mesmos e otimizar os consumos de energia. Quais são as principais prioridades estratégicas da Pinto & Cruz Energia e Sistemas no curto e médio prazo? Para além de continuarmos focados os nossos clientes da área industrial e hospitalar, pretendemos crescer sobretudo em três outras áreas que em nosso entender terão um crescimento acelerado nos próximos anos: a construção de datacenters, centros logísticos de última geração e a construção de habitação de luxo. No fundo são três nichos de mercado que facilmente atingem valores ao nível dos milhões de euros no âmbito das nossas áreas de atividade. De que forma o atual enquadramento geopolítico e energético está a influenciar as decisões técnicas e operacionais da empresa? Desde logo, existe a necessidade de racionalizar e otimizar as deslocações, uma vez que a Pinto & Cruz Energia e Sistemas possui uma frota bastante numerosa e o aumento exponencial dos combustíveis reflete-se imediatamente nos custos operacionais mensais. Nem sempre conseguimos repercutir esse sobrecusto no cliente final. Outro aspeto em que temos procurado atuar prende-se com a aquisição antecipada de alguns materiais e equipamentos, de forma a precaver os aumentos generalizados que se têm verificado em praticamente todos os equipamentos, bem como nos custos de transporte. l é o único fator de decisão aquando da adjudicação. Relativamente à área hospitalar, a exigência deste tipo de instalação, nomeadamente no que à qualidade do ar diz respeito, acaba por fazer uma seleção do tipo de empresa capaz de executar esse tipo de obra ou manutenção, o que nos coloca muitas vezes em vantagem fruto de uma experiência acumulada de muitos anos conforme referi anteriormente. Como é assegurada a integração entre projeto, instalação e manutenção nas soluções desenvolvidas? De facto, existem situações em que desenvolvemos soluções de obra de conceção e execução, e após a execução desta apresentamos uma proposta de manutenção da instalação. No fundo, nestes casos, apresentamos um serviço completo desde o projeto à execução e manutenção ou mesmo condução das instalações. Que setores apresentam hoje maior exigência técnica e operacional e como se posiciona a empresa para lhes responder? O setor hospitalar continua a ser o de maior exigência ao nível da execução, pois contem requisitos ao nível de qualidade de ar interior bastante rigorosos, bem como controlo de pressões e de humidade. Volto a referir que, para a execução deste tipo de obras, é fundamental a experiência e o conhecimento de um corpo técnico capaz para que no final da execução, sobretudo quando estamos a falar de blocos operatórios, as muitas vezes denominadas de “salas brancas”, se consigam atingir os requisitos legais e obrigatórios e consequente certificação desses espaços. Que tipo de intervenções têm vindo a ganhar maior relevância no terreno, em termos de complexidade e escala? Pode dar alguns exemplos e casos concretos? Existem, em minha opinião três áreas que estão neste momento a ganhar
24 MPRESA E SOLUÇÕES INTEGRADAS DE AVAC E ENERGIA: QUALIDADE, EFICIÊNCIA E COMPETÊNCIA TÉCNICA NO TERRENO A crescente exigência ao nível da qualidade do ar interior (QAI), da eficiência energética e da continuidade operacional tem vindo a transformar o setor do AVAC, obrigando à adoção de soluções cada vez mais integradas e tecnicamente robustas. Neste contexto, a capacidade de conceção, execução e manutenção articuladas assume-se como um fator diferenciador. Pinto & Cruz Energia e Sistemas
Um corpo técnico experiente, composto por engenheiros e especialistas nas diversas áreas eletromecânicas, permite respondera projetos de elevada complexidade e garantir execução com qualidade 25 MPRESA E QUALIDADE DO AR INTERIOR EM AMBIENTES CRÍTICOS Um dos domínios com maior exigência técnica é o setor hospitalar, onde a QAI é crítica. Intervenções em blocos operatórios e salas limpas implicam controlo rigoroso de pressões diferenciais, da temperatura, da humidade e da filtragem, garantindo o cumprimento dos requisitos legais e certificação dos espaços. Nestes ambientes, as soluções passam por: • Sistemas de tratamento de ar com elevada eficiência de filtragem (HEPA); • Redes de distribuição com controlo preciso de caudais e pressões; • Integração de automação para monitorização contínua. A experiência acumulada e o conhecimento especializado dos técnicos são determinantes para assegurar a fiabilidade das instalações e evitar riscos operacionais. A Pinto & Cruz Energia e Sistemas realizou, nestes últimos anos, intervenções importantes deste género sobretudo em Hospitais do Serviço Nacional de Saúde dos quais se destacam a Unidade Local de Saúde do Nordeste (Bragança e Mirandela), o Hospital de S. Bernardo em Setúbal e o Hospital de Faro (ULS do Algarve). Para 2026 temos um outro desafio em mãos: a substituição de 54 unidades de tratamento de ar, algumas das quais com classificação higiénica, no Hospital de S. Teotónio em Viseu. SOLUÇÕES DE ARREFECIMENTO ATRAVÉS DE CHILLERS NA INDÚSTRIA Nos projetos industriais e de grande escala – como unidades produtivas, hotéis ou datacenters – as soluções AVAC centram-se na eficiência energética e na robustez operacional. Destacam-se intervenções que envolveram: • Instalação de centrais de produção de frio, com chillers de elevada eficiência; • Integração de sistemas híbridos e eletrificação de processos industriais; • Otimização de redes hidráulicas e sistemas de climatização para grandes volumes. Este tipo de instalação de grande capacidade tem necessidade de sistemas de arrefecimento altamente fiáveis e redundantes, onde a falha não é admissível uma vez que pode acarretar prejuízos avultados. Também aqui a Pinto & Cruz Energia e Sistemas tem vindo a construir um percurso do qual muito nos orgulhamos, destacando-se intervenções em grandes complexos industriais, como a Continental, a Navigator e a Repsol, entre outros. INTEGRAÇÃO: PROJETO, EXECUÇÃO E MANUTENÇÃO Uma abordagem integrada – desde o projeto até à manutenção – permite maior controlo sobre o desempenho das instalações. Em várias obras, esta lógica traduz-se num serviço completo: • Desenvolvimento da solução técnica; • Execução da instalação; • Contratos de manutenção e condução das instalações. Este modelo garante continuidade operacional e facilita a otimização ao longo do ciclo de vida dos equipamentos, esta é uma preocupação constante na nossa empresa.
MANUTENÇÃO COMO PILAR DE EFICIÊNCIA A manutenção preventiva continua a ser um fator crítico, embora frequentemente subvalorizado. A sua correta implementação permite: • Prolongar a vida útil dos equipamentos; • Manter níveis elevados de eficiência energética; • Reduzir custos operacionais e evitar paragens inesperadas. Mais informações em: https://pintocruz.pt/pt/ 26 MPRESA E ros e especialistas nas diversas áreas eletromecânicas, permite responder a projetos de elevada complexidade e garantir execução com qualidade. A capacidade técnica da Pinto & Cruz Energia e Sistemas é demonstrada todos os dias através dos nossos técnicos no terreno, temos atualmente mais de 35 técnicos certificados para o manuseamento dos mais diversos fluidos refrigerantes, para além de eletricistas e canalizadores. A evolução do setor AVAC exige uma abordagem integrada, onde tecnologia, experiência e capacidade operacional convergem. Seja em hospitais, indústria ou novos segmentos como datacenters, a aposta em soluções eficientes, aliadas a uma manutenção rigorosa e a equipas qualificadas, é determinante para garantir desempenho, fiabilidade e sustentabilidade das instalações. l A monitorização contínua e a intervenção planeada são particularmente relevantes em instalações críticas, onde o impacto de falhas pode ser significativo. COMPETÊNCIA TÉCNICA: O FATOR DECISIVO Num mercado cada vez mais exigente, a diferenciação está fortemente associada às equipas. Um corpo técnico experiente, composto por engenhei-
28 CHILLERS Haier redefine a climatização eficiente com os seus chillers modulares com bomba de calor O mercado AVAC atravessa uma fase de profunda transformação, impulsionada pela crescente procura por soluções energeticamente eficientes, sustentáveis e adaptáveis às necessidades reais dos edifícios modernos. É neste enquadramento que os chillers modulares Haier se posicionam como uma solução de referência, combinando inovação tecnológica, fiabilidade e elevado desempenho energético. Efcis A EVOLUÇÃO DO SEGMENTO DOS CHILLERS Os sistemas de climatização atuais exigem respostas cada vez mais versáteis. Hotéis, edifícios de serviços, unidades comerciais, espaços industriais e projetos residenciais de grande dimensão procuram equipamentos capazes de garantir conforto térmico contínuo, reduzindo simultaneamente os consumos energéticos e os custos de manutenção. Os chillers modulares surgem precisamente para responder a estas exigências, oferecendo vantagens claras face às soluções convencionais: escalabilidade da capacidade instalada; maior redundância operacional; facilidade de transporte e instalação; otimização do espaço técnico; gestão inteligente da carga térmica; maior eficiência em carga parcial. A integração da tecnologia de bomba de calor representa igualmente uma tendência incontornável no setor AVAC, permitindo assegurar aquecimento e arrefecimento num único equipamento, aumentando a eficiência global do sistema e contribuindo para a redução da pegada carbónica dos edifícios. CHILLERS MODULARES HAIER: EFICIÊNCIA, FLEXIBILIDADE E INTELIGÊNCIA A Haier tem vindo a consolidar a sua posição como um dos principais fabricantes mundiais de soluções de climatização, apostando fortemente em inovação, sustentabilidade e desenvolvimento tecnológico. Os chillers modulares Haier com bomba de calor destacam-se pela sua elevada eficiência energética, capacidade de adaptação e controlo inteligente, respondendo às necessidades dos projetos AVAC mais exigentes. MODULARIDADE INTELIGENTE Uma das principais vantagens destas soluções reside na sua arquitetura modular. Os equipamentos permitem a combinação de múltiplas unidades, ajustando a capacidade do sistema às necessidades específicas de cada instalação. Esta abordagem oferece maior flexibilidade em fase de projeto e facilita futuras expansões sem necessidade de substituição integral do sistema. Além disso, a operação modular garante continuidade de funcionamento, mesmo durante operações de manutenção ou em caso de intervenção numa das unidades. ELEVADA EFICIÊNCIA ENERGÉTICA Os chillers modulares Haier incorporam tecnologia inverter e componentes de elevada eficiência, permitindo otimizar o desempenho em diferentes condições de carga. A gestão inteligente da capacidade ajusta automaticamente o funcionamento do sistema às necessidades reais do edifício, reduzindo consumos
29 CHILLERS energéticos e melhorando os índices de eficiência sazonal. Esta otimização traduz-se não apenas em menores custos de exploração, mas também numa resposta mais sustentável às exigências ambientais e regulamentares atuais. BOMBA DE CALOR: UMA SOLUÇÃO VERSÁTIL DURANTE TODO O ANO A integração da função bomba de calor permite aos chillers Haier assegurar climatização integral ao longo de todo o ano, garantindo aquecimento no inverno e arrefecimento no verão através de um único sistema. Esta versatilidade simplifica os projetos AVAC, reduz a necessidade de equipamentos adicionais e contribui para uma gestão energética mais eficiente dos edifícios. CONTROLO E CONECTIVIDADE A digitalização é outra das grandes tendências do setor AVAC. Os chillers modulares Haier incorporam soluções avançadas de monitorização e controlo, permitindo gestão remota, supervisão em tempo real e integração com sistemas Building Management System (BMS). Esta conectividade facilita o trabalho dos instaladores e técnicos de manutenção, permitindo diagnósticos mais rápidos, otimização do desempenho e maior controlo operacional. CLIMASUN: DISTRIBUIDOR OFICIAL HAIER EM PORTUGAL Em Portugal, a Climasun assume um papel fundamental na disponibilização das soluções AVAC da Haier ao mercado nacional, enquanto distribuidor oficial da marca. Com uma forte presença no setor da climatização, a Climasun disponibiliza apoio técnico especializado, acompanhamento comercial e soluções adaptadas às necessidades dos profissionais da instalação e engenharia AVAC. A aposta contínua em formação, suporte técnico e proximidade com os instaladores permite garantir uma implementação eficiente e segura das soluções Haier em diferentes tipos de projeto. Num mercado cada vez mais orientado para a eficiência energética e sustentabilidade, a parceria entre Haier e Climasun representa uma resposta sólida às exigências atuais do setor. O FUTURO DA CLIMATIZAÇÃO PASSA PELA INOVAÇÃO As tendências do segmento dos chillers apontam claramente para soluções mais inteligentes, eficientes e sustentáveis. A modularidade, a conectividade e a integração de tecnologias de bomba de calor continuarão a assumir um papel central na evolução dos sistemas AVAC. Os chillers modulares Haier refletem esta nova geração de soluções, oferecendo elevado desempenho, flexibilidade e eficiência para responder aos desafios da climatização moderna. Para os profissionais do setor, acompanhar esta evolução tecnológica será essencial para garantir projetos mais competitivos, sustentáveis e preparados para o futuro. n
30 CHILLERS Trane destaca eficiência energética e descarbonização na nova geração de chillers A Trane, marca da Trane Technologies, é líder mundial em soluções de gestão térmica para edifícios comerciais e industriais. Com mais de 100 anos de experiência na conceção, fabrico e assistência de sistemas de climatização, a Trane desenvolve equipamentos que combinam eficiência energética de excelência, robustez operacional e conectividade digital, respondendo às exigências regulamentares europeias mais rigorosas e às metas de descarbonização dos clientes. Trane Portugal ENQUADRAMENTO REGULAMENTAR E TENDÊNCIAS DO MERCADO O setor da climatização atravessa uma transformação estrutural acelerada por dois eixos regulatórios fundamentais. Por um lado, o Regulamento Europeu F-Gas (Reg. UE 2024/573) estabelece um calendário rigoroso de eliminação de hidrofluorcarbonetos (HFCs) de elevado Potencial de Aquecimento Global (GWP), proibindo fluidos frigorigéneos com GWP > 150 em novas instalações de arrefecimento a partir de 2027. Por outro, a Diretiva do Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD, Diretiva 2024/1275/UE) exige que os edifícios existentes atinjam progressivamente o padrão de Nearly Zero Energy Building (NZEB), com implicações diretas na seleção de sistemas de arrefecimento. VETORES REGULATÓRIOS TENDÊNCIAS TECNOLÓGICAS F-Gas 2024: eliminação faseada de HFCs GWP > 150 a partir de 2027 Compressores centrífugos oil-free com rolamentos magnéticos EPBD: edifícios NZEB obrigatórios em renovações significativas Fluidos frigorigéneos HFO de GWP ultra-baixo (R-1234ze, R-1233zd) Etiqueta Energética Europeia: SEER/SCOP obrigatórios Free cooling e arrefecimento adiabático integrados Recuperação de calor de condensação de alta temperatura
31 CHILLERS Os chillers representam, tipicamente, 30 a 50% do consumo elétrico de edifícios de serviços e instalações industriais. Investir em equipamentos de nova geração, com eficiência sazonal comprovada e fluidos frigorigéneos de impacto climático nulo, é simultaneamente uma obrigação regulatória e uma decisão de gestão com retorno financeiro demonstrável. A Trane disponibiliza as ferramentas de apoio à decisão necessárias para que projetistas e clientes finais possam quantificar com precisão os benefícios de cada escolha, em especial o software Trane TRACE™ 700. SINTESIS™ EXCELLENT GVAF — CHILLER REFRIGERADO A AR COM COMPRESSORES LEVITAÇÃO MAGNÉTICA A gama Sintesis™ eXcellent GVAF é a nossa gama de topo na gama de chillers refrigerados a ar. Equipada com compressores centrífugos de alta velocidade com rolamentos magnéticos oil-free e variador de frequência (VFD) integrado, o GVAF oferece desempenho excecional em carga parcial — o regime de funcionamento dominante na maioria das instalações. Em abril de 2026, a Trane alargou a gama com os modelos GVAF 505 e GVAF 550, elevando a capacidade máxima para 2,5 MW, uma resposta direta às exigências dos data centers de nova geração e das instalações com necessidades de níveis de eficiência sazonal elevados. CENTRAVAC™ CVHF/CVHG — CHILLER CENTRIFUGO ARREFECIDO A ÁGUA O CenTraVac™ é o chiller centrífugo arrefecido a água de referência da Trane para grandes potências. Com mais de 80 anos de evolução contínua, a gama CVHF/CVHG com R-1233zd(E) estabelece o padrão da indústria em eficiência a plena carga e carga parcial, atingindo EER nominais até 7,2, disponíveis até 14 MW de capacidade. A arquitetura de dois estágios de compressão com motocompressor integrado e VFD permite uma operação otimizada entre 10% e 100% de carga. O sistema de lubrificação autónomo e o arranque suave integrado eliminam as sobrepotências de arranque que afetam negativamente a rede elétrica e os contratos de consumo. SINTESIS PRIME™ RTAF — CHILLER DE PARAFUSO REFRIGERADO A AR O Sintesis Prime™ RTAF é a solução da Trane para o segmento de média potência refrigerado a ar. Equipado com compressores de parafuso de duplo passo com VFD e refrigerante R-1234ze(E) (GWP < 1), o RTAF combina eficiência A+++ com a flexibilidade de uma gama com potências até 2100 kW. Os chillers arrefecidos a ar RTAF da Trane são construídos com base na gama Sintesis™, o que significa que partilham muitos dos mesmos componentes e tecnologias, todos com um registo de fiabilidade comprovado. Com compressores de velocidade fixa, variável ou de Índice de Volume Variável com motor de ímanes permanentes, as unidades Sintesis™ Prime RTAF oferecem elevado desempenho e eficiência em todas as aplicações de conforto e arrefecimento de processos.
32 CHILLERS TRANE TRACE™ 700 — SIMULAÇÃO E OTIMIZAÇÃO DE SISTEMAS A seleção de um chiller não se resume à comparação de potências nominais e coeficientes de eficiência publicados em fichas técnicas. O desempenho real de uma instalação resulta da interação dinâmica entre o equipamento, o perfil de carga do edifício e as condições climáticas locais ao longo das 8760 horas do ano. A Trane disponibiliza o software TRACE™ 700 como ferramenta central de apoio à especificação, permitindo que projetistas e engenheiros AVAC fundamentem as suas decisões em simulação energética rigorosa e não em estimativas simplificadas. Simulação Energética Hora a Hora Calcula o consumo real do chiller ao longo de 8760 horas anuais, considerando perfis de carga dinâmicos, variação de temperatura ambiente e comportamento dos compressores em cada ponto de operação. O resultado é um mapa de consumo anual rigoroso, muito mais preciso do que qualquer cálculo estático baseado apenas no COP nominal. Comparação de Alternativas de Equipamento Permite ao projetista simular e comparar, em paralelo, diferentes gamas e potências de chillers Trane, avaliando o impacto real de cada escolha no consumo anual, na fatura energética e nas emissões de CO2. Otimização de Sistemas com Free Cooling Modela a interação entre o chiller, o free cooling integrado e as restantes componentes do sistema (bombas, torres e permutadores), quantificando as horas anuais de operação em free cooling total e parcial e as poupanças energéticas efetivas em cada cenário climático português. Cálculo de Poupanças e Período de Retorno A partir dos resultados de simulação, o TRACE™ 700 gera automaticamente análises comparativas de consumo anual, redução de emissões e período de retorno do investimento incremental entre alternativas de equipamento, fornecendo ao cliente final os argumentos económicos objetivos para a decisão de investimento. ANÁLISE DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA E SUSTENTABILIDADE A avaliação técnica de um chiller não pode limitar-se ao EER em carga nominal. O indicador regulatório europeu mais relevante é o SEER (Seasonal Energy Efficiency Ratio), que pondera o desempenho real do equipamento ao longo de um perfil anual de carga — dominado pelos regimes de 25% a 75% de carga, que correspondem à operação real na esmagadora maioria dos dias do ano. Recuperação de Calor de Condensação A recuperação de calor de condensação constitui uma das estratégias de maior impacto no desempenho global de uma instalação. Nos chillers Trane das gamas RTAF, a opção de recuperação total de calor permite o aquecimento gratuito para as águas quentes sanitárias, aquecimento de piscinas, reaquecimento de ar novo ou processos industriais de baixa temperatura. A Trane Technologies posiciona-se como parceiro de longo prazo dos seus clientes no percurso de soluções de elevada eficiência energética e descarbonização das instalações. A nossa gama de chillers da plataforma Sintesis™ eXcellent GVAF com compressores magnéticos de nova geração ao CenTraVac™ de grande potência, passando pelo Sintesis Prime™ RTAF para médias potências, cobre a totalidade dos segmentos de aplicação com soluções baseadas em fluidos frigorigéneos R-1234ze(E) de GWP inferior a 1 e eficiências sazonais que excedem consistentemente os limiares regulamentares europeus em 30 a 50%. A digitalização das nossas plataformas — com o controlador Symbio™ 800 e a plataforma de monitorização e gestão remota de sistemas HVAC Trane Connected Services — é a solução digital da Trane para transformar edifícios em smart buildings, com foco em eficiência energética, redução de custos operacionais e vida útil dos equipamentos superior. O software TRACE™ 700 está disponível para todos os projetistas e engenheiros que pretendam simular e comparar as nossas soluções no contexto real de cada projeto, garantindo que a especificação final seja sempre a mais eficiente e economicamente fundamentada. Convidamos os projetistas, instaladores e gestores de instalações a consultar a nossa equipa técnica para uma análise personalizada das melhores opções para cada projeto. A nossa plataforma digital www.trane.pt disponibiliza catálogos completos e fichas técnicas para acesso imediato à informação de produto mais atualizada. n Para mais informações visite o website da Trane https://trane.eu/pt A Trane Technologies posiciona-se como parceiro de longo prazo dos seus clientes no percurso de soluções de elevada eficiência energética e descarbonização das instalações
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