BI348 - O Instalador

14 ATUALIDADE MAIS NOTÍCIAS DO SETOR EM: WWW.OINSTALADOR.COM • SUBSCREVA A NOSSA NEWSLETTER Ao longo da sessão foram também apresentados os bastidores técnicos da obra. Duarte Pinto, da Electrocabos, partilhou a experiência da empresa instaladora e os principais desafios enfrentados durante a execução da empreitada. “Trabalhar num hospital em funcionamento permanente obriga a um planeamento muito rigoroso e a uma coordenação constante entre todas as equipas”, destacou. A obra decorreu sem interromper a atividade hospitalar, o que exigiu uma elevada articulação entre projetistas, instaladores e equipas técnicas do IPO. Além da complexidade técnica, o projeto enfrentou ainda os impactos da pandemia de Covid-19, desde a escassez de mão de obra às dificuldades no fornecimento de materiais como cobre, aço, componentes eletrónicos e isolamentos. Houve também atrasos logísticos e aumento dos custos operacionais associados à reorganização das equipas e às medidas sanitárias implementadas em obra. Apesar disso, os resultados acabaram por superar as expectativas. Com a nova infraestrutura em funcionamento, o consumo de gás natural tornou-se praticamente residual. Embora o consumo elétrico tenha aumentado, devido à eletrificação do sistema através das bombas de calor, o balanço ambiental revelou-se claramente positivo. As emissões anuais de CO2 desceram de cerca de 4.900 para aproximadamente 3.200 toneladas, representando uma redução de 34%. Posteriormente, o complexo passou ainda a integrar produção fotovoltaica, reforçando a aposta na sustentabilidade energética. A sessão terminou com uma visita técnica à central de frio e calor do IPO Lisboa. Os participantes tiveram oportunidade de conhecer de perto os equipamentos instalados, as subestações e os sistemas dry cooler atualmente em operação contínua, responsáveis pela produção de água a 7 °C e 65 °C que alimenta todo o complexo hospitalar. O projeto de modernização energética do IPO Lisboa decorreu entre 2016 e 2022 e envolveu uma profunda renovação da central de frio e calor do complexo hospitalar. Mais do que uma intervenção técnica, a iniciativa mostrou também a importância da colaboração entre diferentes especialistas do setor. A união entre Carrier, Geoterme e Grundfos, juntamente com projetistas, instaladores e equipas técnicas do hospital, permitiu concretizar uma obra de elevada complexidade sem comprometer o funcionamento da unidade hospitalar. Um exemplo de como a cooperação entre empresas e competências distintas pode acelerar soluções mais eficientes, sustentáveis e preparadas para os desafios energéticos do futuro.

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