BI348 - O Instalador

ENTREVISTA 42 estratégia é ser um parceiro que disponibiliza todas as tecnologias eficientes em A.Q.S., permitindo aos instaladores e aos consumidores uma escolha informada e adequada, assegurando desempenho energético, fiabilidade, acessibilidade e, acima de tudo, confiança Vulcano. A coexistência entre soluções a gás e equipamentos elétricos, nomeadamente bombas de calor, continua a marcar o setor. Que critérios técnicos devem orientar a escolha entre estas tecnologias e como antecipa a evolução do mix energético nos próximos anos? Na Vulcano, compreendemos que o instalador é o principal consultor do cliente final. Por isso, defendemos que a escolha da tecnologia para água quente sanitária (A.Q.S.) deve ser sempre orientada por critérios técnicos objetivos e bem definidos, como o tipo de edifício (se novo ou existente), as condições de instalação, nomeadamente a disponibilidade de espaço e ventilação, o perfil de consumo de água quente do agregado familiar, as infraestruturas energéticas disponíveis e o orçamento do cliente. As bombas de calor para A.Q.S. apresentam níveis de eficiência muito elevados, traduzindo-se em poupanças significativas no consumo energético, e são particularmente adequadas a novos edifícios ou a renovações profundas. Já as soluções a gás continuam a ser uma resposta extremamente eficiente, fiável e compacta para muitas habitações existentes, especialmente em contextos onde o espaço é limitado ou a rede elétrica não permite, de forma imediata, uma eletrificação total. Nos próximos anos, é possível antecipar que este mix energético em A.Q.S. continuará a evoluir, com uma presença crescente das soluções elétricas. Ainda assim, diferentes tecnologias irão coexistir, garantindo flexibilidade, eficiência e segurança no fornecimento de água quente. A missão da Vulcano é assegurar que os instaladores têm acesso ao melhor de cada tecnologia, permitindo oferecer sempre a solução mais adequada a cada contexto de instalação. A crescente eletrificação dos edifícios coloca novos desafios às infraestruturas e à rede elétrica. Que papel pode o gás continuar a desempenhar como solução complementar ou de transição? A eletrificação é uma tendência inegável no setor, mas é fundamental reconhecer os desafios que lhe estão associados, nomeadamente a capacidade da rede elétrica, a necessidade de adaptar as infraestruturas dos edifícios existentes e os custos inerentes a essas transformações. Neste contexto, o gás natural ou o propano podem (e vão) continuar a desempenhar um papel relevante, não apenas como solução complementar, mas como uma verdadeira ponte tecnológica e de segurança energética. As infraestruturas de gás existentes representam um ativo valioso que pode e deve ser aproveitado de forma cada vez mais sustentável, contribuindo para a estabilidade do sistema energético durante o processo de transição. Na Vulcano, estamos atentos e a preparar-nos para a evolução para gases renováveis, como o biogás e o hidrogénio. Os nossos equipamentos a gás estão a ser desenvolvidos para serem 'hydrogen-ready', ou seja, preparados para funcionar com misturas de hidrogénio, abrindo novas perspetivas para a descarbonização sem exigir a substituição total das infraestruturas existentes. O nosso foco é garantir uma transição energética equilibrada, tecnologicamente neutra para o instalador e que permita integrar diferentes soluções eficientes de água quente sanitária (A.Q.S.), assegurando sempre a melhor solução para cada cliente e para cada contexto de instalação.

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