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Endesa X: a eficiência energética ao serviço dos cidadãos

Ana Clara | Jornalista e Diretora12/05/2021

A sustentabilidade, inovação e digitalização estão a transformar o setor energético. A forma como a energia está a ser utilizada está a mudar. A missão da Enel X é tornar-se um produtor global de soluções tecnológicas sustentáveis, inovadoras e simples. Fomos conhecer a Endesa X, que nasceu para ser um serviço-chave na liderança do setor energético em Espanha e Portugal. Nuno Ribeiro da Silva, Diretor-Geral da Endesa Portugal, guia-nos nesta que é uma viagem ao futuro da descarbonização. 

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A Endesa X foi criada formalmente em 2020, embora "tenhamos que voltar uns anos atrás para explicar as suas origens". É desta forma que Nuno Ribeiro da Silva, Diretor-Geral da Endesa Portugal, começa por iniciar a conversa com a revista O Instalador sobre a Endesa X. 

Por um lado, explica, "desde a separação da atividade de comercialização de energia e criação da Endesa Energia, há cerca de 20 anos, sempre tivemos o cliente no centro de nossa estratégia, e já naquela época entendemos que era necessário oferecer aos clientes serviços que os ajudassem a melhorar sua eficiência energética".

Por outro lado, em 2016-2017, "a nossa matriz Enel iniciou uma reflexão estratégica na qual ficou claro que queríamos ser um motor da transição energética e, nesse sentido, criou a Enel X, e subsidiariamente a Endesa X, orientada 100% para ajudar os clientes a acelerar a implementação de medidas de eficiência e descarbonização".

A Endesa X, vinca, "é a resposta do grupo Enel/Endesa, para Portugal e Espanha, daquilo que visionamos será o novo setor energético. O futuro sistema energético compreenderá três elementos principais intimamente correlacionados: energia renovável, melhorias constantes na eficiência energética e a crescente eletrificação dos setores de uso final".

Nuno Ribeiro da Silva explica que foram "3-4 anos muito intensos que nos permitiram estabelecer uma base robusta, com linhas de negócios bem definidas e com alcance global homogéneo (podemos oferecer praticamente os mesmos produtos em Portugal, Espanha, Japão ou Brasil, digo praticamente por termos necessariamente que aplicar condições regulatórias e de mercado específicas em cada região)".

Descarbonização, eletrificação da procura e digitalização 

Os principais vetores que estão a marcar essa rápida transformação, adianta o responsável, podem ser resumidos em quatro:

  • Descarbonização - com objetivos globais/mundiais bem definidos para alcançar a neutralidade de carbono o mais rápido possível.
  • Eletrificação da demanda/procura - onde esperamos um aumento de 60% na demanda global até 2040.
  • Digitalização - onde cada vez mais dados são gerados que precisam ser abordados para tomar as decisões certas.
  • e, por último, mas não menos importante, Inovação, novas necessidades por parte dos consumidores que exigem cada vez mais soluções inovadoras à sua medida.

"Propomos soluções concretas (Geração/Produção Solar Fotovoltaica, HVAC, Infraestrutura de Recarga de Veículos Elétricos, ...) suportadas num modelo de 'plataforma', que proporciona visibilidade e 'usabilidade' em resposta às novas necessidades dos clientes, e esse seria o nosso quarto vetor de desenvolvimento", adianta Nuno Ribeiro da Silva. 

Nessa perspetiva, a Enel/Endesa X está organizada por segmentos de mercado: consumidores em geral (B2C), empresas e indústrias (B2B) e setor público (B2G), e consequentemente em famílias de produtos (E-Home, E-Industries, E-City e, finalmente, E-Mobility), "e a partir daqui somos facilitadores de soluções e promotores de produtos que levam todos esses tipos variados de clientes a assumir a responsabilidade e controlar o seu próprio consumo de energia".

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Soluções e ofertas

No campo das soluções, globalmente, diz o Diretor-Geral da Endesa Portugal, a empresa dispõe de um portfólio de soluções por segmento: B2B (indústrias), B2G (administração pública), B2C (doméstico) e e-Mobility, que fornece soluções para esses três segmentos.

Dentro do B2B, onde "pode haver mais interesse", temos quatro principais famílias de produtos:

  • Customer Insights - que engloba soluções que têm a ver com o conhecimento dos modos de consumo e utilização dos clientes. Temos o SGE, serviço de gestão de energia, que dá visibilidade do consumo dos clientes, com ferramentas de comparação, relatórios, envio de alertas, monitorização dos resultados das medidas de poupança implementadas, no fundo, a ferramenta básica para entender o comportamento energético dos clientes. Dentro desta família também temos o Comfort Management, que é uma ferramenta de controlo remoto de equipamentos de Climatização, na qual incorporamos algoritmos de inteligência artificial para ajustar praticamente em contínuo os set points de trabalho dos equipamentos, possibilitando em simultâneo o melhor conforto e economias energéticas significativas. Além disso, adicionando algumas funcionalidades a esses dois serviços e para responder à situação sanitária que se vive atualmente, temos o serviço de Air Quality, com o qual lojas e espaços abertos ao público em geral, podem avaliar continuamente a qualidade do ar dentro do estabelecimento e controlar ativamente tanto o número de ocupantes como as necessidades de ventilação mais ajustadas.
  • Distributed Energy - que engloba ativos 'físicos' (versus as soluções anteriores baseadas em plataformas) que os clientes possam precisar. Nesta família englobam-se as instalações solares fotovoltaicas, elevações de tensão, baterias condensadores, equipamentos de calor e frio, etc.
  • E, finalmente, as famílias de Storage (armazenamento) e Demand Response (resposta à demanda), que são soluções altamente procuradas noutras regiões/geografias, como o Chile, Japão, EUA ou Reino Unido, onde há um regime tarifário ou regulamentação que as torna atraentes. Em Portugal, Península Ibérica em geral, estamos preparados para poder lançar comercialmente essas soluções, pois a regulação tem vindo a evoluir favoravelmente no sentido de abrir e possibilitar o benefício desses serviços nos clientes finais.

"No caso do segmento B2C, os nossos principais serviços são os serviços OK eletrodomésticos e OK completo, serviços de reparação de eletrodomésticos nos lares, que durante 2020 tiveram um crescimento de portfólio de 46% e 49%, respetivamente", diz Nuno Ribeiro da Silva. 

Acelerar a transição energética

Vinca que a Endesa X nasceu com "a vocação de acelerar essa transição energética baseada na descarbonização e eletrificação entre outros vetores".

"Embora tenha passado pouco tempo desde a criação da Enel X, neste período já apresentamos 189 pedidos de patentes, dos quais 124 já foram concedidos e 65 estão em processo de obtenção. Temos apresentado patentes em quase todas as famílias de produtos que defini antes: patentes relacionadas com o negócio de armazenamento e resposta à demanda, à mobilidade elétrica, à iluminação pública, etc.", esclarece. 

Além disso, "registamos 24 marcas relacionadas com o nosso negócio e 26 designs de produtos. A inovação e desenvolvimento é, e continuará a ser, a base da nossa criação de valor, a partir da qual os consumidores poderão beneficiar acedendo direta e facilmente através do ecossistema de plataformas que disponibilizaremos", frisa o responsável da Endesa. 

Mobilidade elétrica

As soluções da Endesa X para a mobilidade elétrica, com o lançamento da nova versão dos carregadores JuiceBox, "permitem-nos concorrer em termos tecnológicos com soluções orientadas para o setor privado, seja doméstico ou empresarial, e dessa forma apoiar especialmente a eletrificação das frotas das empresas, sem esquecer a competitividade comercial. A Endesa X oferece às empresas um serviço global de recarga que inclui desde o estudo de pré-instalação de equipamentos de carregamento, até à entrada em funcionamento e a manutenção da rede, com o objetivo de ser o partner tecnológico em termos de mobilidade elétrica para qualquer empresa. O nosso novo modelo de carregador JuiceBox Pro Cellular, juntamente com o resto do nosso portfólio de carregadores, como o JuicePole, aliado aos novos desenvolvimentos de soluções de gestão dinâmica da carga e potência, por meio de software orientado para o gestor de frota das empresas, pautará o ano de 2021 no campo da mobilidade elétrica, dirigida principalmente para as empresas". 

A parceria global com o grupo FCA, ao longo de 2020, adianta, permitiu à Endesa continuar a investir no segmento empresarial e começar a implantar e instalar infraestrutura de carregamento na rede de concessionários do grupo, a fim de acompanhar toda a eletrificação atual e futura da sua gama de veículos para os clientes finais.

Finalmente, sobre o desenvolvimento de pontos de carregamento públicos em Portugal, Nuno Ribeiro da Silva, afirma: "estamos no processo de certificação da nossa tecnologia de recarga na rede MOBI.E. Isto facilitará a sua instalação em território nacional através de OPCs autorizados".

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Endexa X Connect, o 'Air Quality' para o AVAC e renováveis

Mas neste mundo novo em que a sustentabilidade é o foco, há várias ramificações dentro da Endesa X. Falemos agora do Endesa X Connect, um layer/nível, de informações adicionais comuns, "que interliga todas as nossas soluções de plataforma que oferecemos aos nossos clientes. Os clientes acedem aos serviços de plataforma, como o Serviço de Gestão Energética ou Comfort Management, onde os seus dados estão registados. Esses dados são armazenados nesse 'layer adicional' do X Connect, de tal modo que se o cliente contratar ou ativar qualquer outra solução de plataforma, automaticamente essa nova funcionalidade terá os dados do cliente. Desta forma, maximizamos as informações disponíveis para que as nossas soluções ofereçam o melhor serviço possível, tudo de forma fácil e intuitiva para o cliente". 

Outra solução importante para o mercado AVAC é a 'Air Quality', que permite obter ganhos no que respeita à Qualidade do Ar Interior, tema que assumiu uma importância maior no âmbito da pandemia atual. Sobre esta solução, Nuno Ribeiro da Silva refere que "o desenvolvimento de soluções que permitam monitorizar e gerir o uso eficiente da climatização em edifícios e espaços sempre foi um campo de trabalho muito importante pela sua componente de eficiência energética; assim, em 2020, lançamos o Comfort Management que é a ferramenta que permite o controlo inteligente da climatização dos espaços, bem como da qualidade do ar deles, através do módulo de Air Quality".

"O Air Quality permite gerir eficientemente e em contínuo a qualidade do ar interior nos estabelecimentos através de: monitorização de parâmetros como temperatura interna e externa, humidade e níveis de CO2; controlar a ocupação (instalando fotocélulas); e modulando a climatização remotamente (antecipando ou atrasando o uso dos dispositivos de ventilação, e ajustando o fluxo de ar ventilado de acordo com as efetivas necessidades em função da concentração interna de CO2, pondo em prática aquelas que são agora as recomendações governamentais e das associações setoriais), limitando assim o risco de contágio Covid-19 em ambientes internos. Tudo isso através da gestão dos equipamentos através dos algoritmos de Machine Learning e Inteligência Artificial incorporados na plataforma de gestão", acrescenta Nuno Ribeiro da Silva. 

E adianta que "o estado de alarme causado pela Covid-19 tem posto o foco na segurança dos sistemas de ar condicionado em relação aos riscos de contágio em espaços fechados. Este risco de transmissão pode ser reduzido através da ventilação adequada dos espaços ocupados. Mas para nós é uma máxima não perder o foco da eficiência energética: Air Quality permite a gestão remota dos sistemas de ar condicionado e combina conforto e qualidade do ar com menor consumo de energia. Além disso, o sistema permite fornecer informações sobre a qualidade do ar aos clientes e funcionários do imóvel, além de fornecer as taxas de ocupação em tempo real para permitir a maximização do uso dos espaços. Metas que nem sempre são fáceis de alcançar de forma eficiente com outros métodos mais tradicionais ou menos integrados".

O serviço de Air Quality concentra-se em dois dos principais vetores que minimizam o risco de infeção por Covid. Por um lado, "monitorizar a qualidade do ar (temperatura, humidade e CO2) e ativar a ventilação necessária para extrair o ar viciado das instalações; e, por outro lado, controlar a ocupação dos espaços instalando fotocélulas. Com essas informações é possível controlar as pessoas que entram ou saem, gerar relatórios e enviar alertas a qualquer dispositivo, para que se regule claramente a entrada nos locais".

No que respeita às renováveis, ao nível empresarial, as principais soluções de geração distribuída correspondem a cogerações e solar fotovoltaico (SFV).

O SFV tem visto um crescimento muito significativo nos últimos tempos, não apenas no nível da produção concentrada de larga escala a partir de grandes centrais de produção, onde as potências são superiores, de 50-100MW (sendo que a empresa do grupo Enel Green Power lidera esse tipo de instalações), mas também ao nível das empresas, mais especificamente com a modalidade de autoconsumo, ou seja, instalação de SFV para consumo próprio da energia produzida no processo de produção do cliente, e não para exportação à rede.

"Nós, em Portugal, temos mais de cinco anos de experiência promovendo esse tipo de soluções aos nossos clientes, numa gama de potências instaladas de 100kW a 1 MW. Este tipo de instalações são sempre necessariamente soluções à medida das necessidades dos clientes, com um estudo detalhado específico", explica o Diretor-Geral da Endesa Portugal. 

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Cidades inteligentes

Na Endesa X entendem-se as cidades inteligentes como "uma solução abrangente que alcança diversos âmbitos da cidade, sempre com o objetivo de ajudar as cidades a cumprir as suas exigentes metas de descarbonização". 

"Começamos com a atividade que mais consome energia e representa uma pesada fatura, que é a iluminação pública. Oferecemos soluções inteligentes de iluminação pública baseadas em tecnologia LED com controlo ponto a ponto, que garantem poupanças máximas. Ao nível das emissões, os elementos que mais emitem numa cidade, em média, são os edifícios, com 40%, e o transporte, com 30%", adianta Nuno Ribeiro da Silva. 

Para o primeiro caso, a Endesa X oferece soluções de geração solar renovável e soluções de climatização. Para o transporte, "reforçamos a oferta de mobilidade elétrica com soluções abrangentes também ao transporte público promovendo modelos de negócio como o 'eBus as a Service', onde todo o custo da transformação para transporte elétrico (infraestrutura de carga, O&M, energia verde e autocarros elétricos) se traduz num serviço mensal recorrente". 

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Nuno Ribeiro da Silva, Diretor-Geral da Endesa Portugal. Foto: Ana Clara

Sobre os objetivos estabelecidos para Portugal no âmbito da Endesa X, Nuno Ribeiro da Silva avança: “um dos principais objetivos que estabelecemos este ano é propor massivamente aos nossos clientes a contratação do SGE, Sistema de Gestão Energética. Acreditamos sinceramente que é uma das melhores soluções/ferramentas disponíveis no mercado neste campo, e ajudará os nossos clientes a entender e consciencializar-se quanto ao seu comportamento energético. É o primeiro passo necessário para se entender o verdadeiro potencial de aplicação das outras soluções do nosso portfólio de produtos e serviços”.

Por outro lado, “queremos continuar a ser um parceiro de referência, como temos sido sempre desde há alguns anos, para a instalação de soluções de Solar Fotovoltaico na 'casa' dos nossos clientes. Embora haja cada vez mais empresas a oferecer esse tipo de soluções, a nossa visão de longo prazo no relacionamento com o cliente sempre nos faz buscar a excelência nas instalações que promovemos e implementamos e garantir a satisfação dos nossos clientes”. 

Em relação aos objetivos para o mercado residencial português, termina, dizendo que tal passa por “continuar o crescimento com os nossos principais serviços para o lar, OK eletrodomésticos e OK completo. Por outro lado, a estratégia será introduzir um portfólio mais amplo de produtos e serviços à medida que se vá dispondo de uma estrutura mais consistente”. 

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