Para Portugal, o impacto será particularmente relevante. O setor dos edifícios representa cerca de 30% do consumo de energia final nacional, enquanto o atual ritmo de renovação do parque edificado é considerado insuficiente para cumprir as metas nacionais (1-2%).
A EPBD cria, assim, um mercado potencialmente muito significativo para as empresas AVAC entre 2026 e 2030, sobretudo nas áreas de:
A EPBD terá um impacto muito significativo no setor AVAC, porque transforma a eficiência energética dos edifícios numa prioridade regulatória e acelera a renovação do parque edificado.
A diretiva promove a redução da utilização de sistemas de aquecimento alimentados por combustíveis fósseis e prevê uma trajetória para sistemas de aquecimento mais eficientes e descarbonizados.
Nesse contexto, é indissociável a necessária aceleração da transição para bombas de calor, sistemas híbridos e outras tecnologias de baixo carbono.
A EPBD introduz também o conceito de Zero-Emission Building (ZEB) e estabelece requisitos progressivamente mais exigentes para novos edifícios.
Por outro lado, a melhoria do desempenho energético não pode ser conseguida à custa da qualidade do ambiente interior. Isto aumenta a importância do AVAC enquanto componente de uma solução energética global, e não apenas como equipamento de climatização.
A crescente complexidade dos sistemas exige técnicos capazes de trabalhar simultaneamente com diferentes aplicações. A formação e certificação profissional tornam-se, por isso, uma vantagem competitiva e não apenas uma obrigação regulamentar.
Temos de investir mais depressa, acelerar as ligações à rede, desenvolver o armazenamento.
Recentemente, a Presidente da Comissão Europeia indicou querer duplicar a quota de eletricidade renovável na União Europeia até 2040, reduzindo em 260 mil milhões de euros anuais a importação de combustíveis fósseis.
“Precisamos de redobrar o investimento na nossa energia limpa, acessível e de produção nacional, sejam renováveis e nuclear, ou biometano e outras, tecnologicamente neutras. Mas têm de nos dar independência. Para esta independência, precisamos de eletrificar a Europa. A nossa meta é duplicar a quota de eletricidade até 2040”, disse Ursula von der Leyen, no seu sexto discurso do Estado da União Europeia (UE). Perante os eurodeputados, von der Leyen acrescentou que assim, a UE “poderia reduzir a sua fatura de importação de combustíveis fósseis em 260 mil milhões de euros por ano. Mas também precisamos de garantir que a eletricidade que geramos fica disponível”.
A Diretiva (UE) 2024/1275 entrou em vigor em 28 de maio de 2024 e estabeleceu como objetivo a transformação progressiva do parque imobiliário europeu num parque de edifícios de emissões nulas até 2050. O prazo geral para a transposição das novas disposições foi 29 de maio de 2026.
Em maio de 2026, Portugal apresentou à Comissão Europeia o seu projeto de Plano Nacional de Renovação dos Edifícios. A Comissão publicou a sua primeira avaliação em julho de 2026, devendo o plano nacional definitivo ser apresentado até 31 de dezembro de 2026.
Estamos no início da fase de implementação e definição concreta do mercado.
Para mais informações, visite o website da APIRAC



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