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Aerotermia para climatização e água quente sanitária: guia prático para o instalador

GIA Group08/09/2026
Para além da ficha técnica de cada equipamento, o que determina o sucesso de um projeto de aerotermia é acertar na aplicação, executar bem a instalação e conhecer o quadro normativo que atualmente condiciona — e financia — este tipo de intervenções. Analisamos os pontos que todo o instalador deve ter bem claros antes de recomendar um sistema aerotérmico.
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Onde faz sentido instalar aerotermia

A aerotermia já não se limita às moradias unifamiliares com jardim para a unidade exterior. O desenvolvimento de equipamentos compactos, de instalação em cascata e de acumuladores de grande capacidade alargou o leque de projetos em que esta tecnologia se revela viável, tanto em obras novas como em reabilitações.

  • Água quente sanitária exclusiva: substituição de termoacumuladores elétricos ou caldeiras mistas em habitações onde não se prevê alterar a instalação de aquecimento. É a intervenção mais simples e de menor custo, habitual em remodelações parciais.
  • Climatização integral na habitação: projetos de remodelação ou construção nova em que se substitui uma caldeira a gasóleo, a gás ou uma instalação elétrica por um sistema que cobre refrigeração, aquecimento e água quente sanitária com uma única unidade exterior.
  • Edifícios multifamiliares e comunidades: a centralização da água quente sanitária através de acumuladores permite servir um elevado número de habitações sem multiplicar as unidades exteriores. Os acumuladores têm volumes diferentes, consoante a procura, a simultaneidade e a potência de recuperação.
  • Setor terciário: hotéis, residências, ginásios ou centros desportivos combinam uma procura de climatização nas áreas comuns com um consumo elevado e constante de água quente sanitária, um cenário em que os equipamentos de maior potência têm um desempenho especialmente bom.
  • Reabilitação energética: qualquer substituição de um gerador de combustão por uma bomba de calor aerotérmica é, atualmente, uma das medidas com maior apoio normativo e económico do mercado, conforme detalhado mais adiante.
  • Produção centralizada de água técnica: o circuito primário é assegurado por bombas de calor em cascata e um depósito de inércia, instalando em cada habitação um interacumulador individual ou um permutador de placas que produz água quente sanitária de forma instantânea. Esta configuração reduz o armazenamento comum de água sanitária, a recirculação e grande parte dos riscos associados à legionella. Como alternativa, podem ser utilizados interacumuladores individuais, embora, nesse caso, continue a existir armazenamento de água sanitária.

A gama HPWH da Giatsu: qual o equipamento adequado a cada necessidade

O catálogo profissional da Giatsu (GIA Group) organiza a sua oferta aerotérmica em dois blocos que respondem diretamente aos cenários acima referidos: acumuladores dedicados à água quente sanitária (AQS) e equipamentos multifuncionais para climatização e AQS em conjunto. Saber qual o modelo que cobre cada capacidade e quais as características técnicas que oferece ajuda a delimitar a proposta antes de avançar para o dimensionamento detalhado.

Acumuladores aerotérmicos para água quente sanitária

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Cobrem capacidades de 100 a 500 litros e destinam-se a projetos em que não se altera a instalação de aquecimento existente.

Os acumuladores aerotérmicos da Giatsu são fabricados com materiais de alta qualidade, como aço inoxidável ou vitrificado, que prolongam a vida útil dos equipamentos e não requerem muita manutenção. A maioria deles é compatível com energia solar fotovoltaica ou térmica, tornando-se uma opção sustentável e eficiente tanto para moradias unifamiliares como para edifícios ou locais de grande afluência onde o consumo de água quente sanitária é elevado e simultâneo, como ginásios, lares e hotéis.

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Todos os modelos incluem de série funções de prevenção da legionelose e ligação a PV ou Smart Grid, o que permite programar o aquecimento da água sanitária nas horas de maior produção solar de uma instalação de autoconsumo já existente.

Equipamentos multifuncionais: climatização e água quente sanitária combinadas

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Quando o projeto inclui aquecimento e/ou refrigeração, além de água quente sanitária, a gama é composta por monoblocos e biblocos de diferentes potências.

A gama abrange desde equipamentos de baixa potência para moradias unifamiliares e remodelações integrais até soluções trifásicas para edifícios e o setor terciário, tudo dentro de uma mesma família de produtos.

Por outro lado, a possibilidade de separar a unidade exterior da do interior permite adaptar a instalação ao espaço disponível e reduzir o ruído percebido no interior da habitação, com versões que integram o armazenamento de água quente sanitária para remodelações com pouca disponibilidade de espaço.

Os equipamentos mantêm a capacidade calorífica a temperaturas exteriores muito baixas, o que alarga a viabilidade da aerotermia a zonas de clima continental ou de montanha, onde outros sistemas perdem desempenho. Além disso, as elevadas temperaturas de impulsão disponíveis facilitam a substituição de geradores de combustão, conservando os radiadores e a instalação hidráulica existentes, sem necessidade de refazer o circuito.

Em suma, apresenta-se como uma solução integral que, ao abranger aquecimento, refrigeração e água quente sanitária com uma única gama, simplifica o dimensionamento, a formação técnica e a gestão de peças de substituição para o instalador.

Para instalações que já dispõem de caldeira de apoio, energia solar térmica ou geração auxiliar, o catálogo inclui ainda interacumuladores (séries AKAISHI e ASF) que permitem integrar a aerotermia como fonte adicional sem substituir completamente o sistema existente, uma opção a considerar em reabilitações parciais.

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O que o instalador ganha com a aerotermia

Para o profissional de instalação, a aerotermia não é apenas mais um produto do catálogo: é uma forma de se diferenciar e de gerar negócios recorrentes.

Este tipo de instalações e equipamentos reduz as visitas de manutenção corretiva. Os compressores inverter, a prevenção da legionella e o diagnóstico remoto por wi-fi ou gateway Modbus reduzem as avarias em comparação com uma caldeira de combustão, embora continuem a exigir revisões periódicas programadas.

O instalador pode apresentar o projeto completo como único interlocutor para todo o projeto, em vez de fragmentar a intervenção entre diferentes corporações ou fornecedores. Numa mesma gama, pode dispor de acumuladores independentes e de equipamentos multifuncionais, o que simplifica a formação técnica e a gestão de peças sobressalentes, sem ter de trabalhar com fabricantes diferentes consoante o tipo de intervenção.

O seu argumento de venda é reforçado pela legislação: poder explicar ao cliente que a intervenção é elegível para deduções fiscais e para Certificados de Poupança Energética melhora sensivelmente a conversão do orçamento, especialmente quando se substitui uma caldeira de combustão.

Por outro lado, os contratos de manutenção de equipamentos aerotérmicos, com revisões de filtros, purgas do circuito hidráulico e controlo do refrigerante, geram uma relação de serviço a longo prazo com o cliente.

Aspetos-chave da instalação que fazem a diferença

Grande parte das reclamações e do baixo rendimento real de uma instalação aerotérmica não se deve ao equipamento, mas sim às decisões tomadas durante a conceção e a montagem.

  • Dimensionamento com base na procura real, e não na potência da caldeira substituída. Um equipamento sobredimensionado liga e desliga com maior frequência, prejudica o rendimento sazonal (SCOP) e encurta a vida útil do compressor. O cálculo deve basear-se na carga térmica do edifício e no perfil de consumo de água quente sanitária (ACS), e não em replicar a potência do gerador anterior.
  • Localização da unidade exterior. É necessário garantir um fluxo de ar livre na aspiração e na descarga, evitar a recirculação de ar frio no inverno, prever a evacuação de condensados e respeitar as distâncias em relação a aberturas e à via pública, conforme estabelecido pela regulamentação municipal em matéria de ruído.
  • Gestão do nível sonoro. Em ambientes residenciais, especialmente em pátios de luz ou fachadas próximas de janelas de quartos, é aconselhável verificar a potência sonora do equipamento nas condições reais de funcionamento noturno, e não apenas os dados do catálogo em condições padrão.
  • Integração hidráulica com o sistema existente. Em remodelações em que se mantêm os radiadores, é necessário verificar a temperatura de impulsão necessária à instalação; no caso do piso radiante, o equipamento funciona no seu ponto ótimo de eficiência. A incorporação de um depósito de inércia facilita a gestão dos ciclos de descongelação e evita curto-circuitos térmicos.
  • Dimensionamento elétrico e proteções. As resistências elétricas de apoio, presentes na maioria dos acumuladores e equipamentos multifuncionais, exigem a revisão da potência contratada e da secção da cablagem, sobretudo em instalações onde coexistem vários equipamentos elétricos (aerotermia, veículo elétrico, energia fotovoltaica).
  • Colocação em funcionamento e equilíbrio. A configuração das curvas de aquecimento, os parâmetros antilegionella e a comunicação com sistemas de gestão (Modbus, wifi) devem ficar documentados no certificado de instalação, não devendo ser deixados nos valores de fábrica.
  • Instalação em cascata. Quando se combinam vários equipamentos para servir um edifício, é necessário dimensionar corretamente o coletor hidráulico e a sequência de arranque, para evitar que todos os equipamentos funcionem simultaneamente abaixo da sua faixa ótima de carga.
Escolher bem a aplicação, respeitar os princípios fundamentais de conceção e instalação e conhecer o quadro normativo são hoje tão determinantes para o sucesso de um projeto de aerotermia como a própria escolha do equipamento. Um instalador que domine estes aspetos não só executa melhor a obra: transforma cada projeto numa oportunidade de aconselhamento que fideliza o cliente e diferencia o seu negócio face à concorrência.

Para mais informação visite o website www.groupgia.com/pt/

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