Ventilação
Um deles é o sistema de evacuação dos gases de escape dos grupos geradores de emergência. Estes equipamentos permitem manter o fornecimento elétrico no caso de algum incidente na alimentação principal, mas o seu correto funcionamento não depende apenas do motor ou do gerador de eletricidade. Para que o grupo possa arrancar e funcionar em segurança, a chaminé deve estar corretamente calculada, instalada e mantida.
A evacuação de gases não deve ser entendida como um componente secundário a resolver no final da obra. Nos Centros de Dados, o seu traçado pode afetar salas técnicas, courettes, fachadas, coberturas, tomadas de ar, equipamentos de climatização, passagens entre setores de incêndio e zonas de manutenção. Deve ser coordenado desde as primeiras fases com as áreas de arquitetura, engenharia, climatização, proteção contra incêndios e instalação.
Quando um grupo gerador entra em funcionamento, o sistema deve conduzir os produtos da combustão para o exterior de forma segura, sem fugas, sem sobreaquecimentos e sem criar restrições que possam afetar o rendimento do equipamento. Para tal, não basta selecionar de forma aproximada um diâmetro de conduta: é necessário estudar toda a instalação.
O comprimento do percurso, as mudanças de direção, o diâmetro interior, os silenciadores, os terminais e as condições de temperatura e pressão influenciam diretamente o comportamento do sistema. Também se deve ter em conta a contrapressão admissível do grupo gerador. Uma conceção incorreta pode prejudicar o rendimento do equipamento precisamente quando este deve responder com maior fiabilidade.
O cálculo deve partir sempre dos dados reais do fabricante do grupo: temperatura dos fumos, caudal, pressão e condições de funcionamento. A partir daí, define-se a secção da chaminé, o traçado, os acessórios necessários e as condições de montagem.
A estanquidade é um dos requisitos fundamentais. Uma fuga pode introduzir gases de combustão em salas técnicas, galerias de instalações, tetos falsos, courettes ou zonas ocupadas. Num Centro de Dados, onde coexistem climatização, cablagem, ventilação, controlo e proteção contra incêndios, este risco deve ser minimizado desde a conceção e a instalação.
Para tal, não importa apenas a chaminé escolhida. Também são essenciais as uniões, juntas, abraçadeiras, registos, suportes e passagens por elementos de construção. A qualidade da montagem e o cumprimento das instruções do fabricante são determinantes para que o sistema mantenha o seu desempenho.
A resistência térmica também é fundamental. Os gases de escape de um motor térmico podem atingir temperaturas elevadas, pelo que a chaminé deve ser selecionada tendo em conta a temperatura dos fumos, a adequação dos materiais, o isolamento e a segurança dos elementos próximos. Além disso, é necessário prever dilatações, vibrações e esforços mecânicos para evitar deformações, fugas ou deteriorações prematuras.
A localização da descarga exterior também não é um detalhe insignificante. Num Centro de Dados, a cobertura pode coexistir com tomadas de ar, equipamentos de climatização, ventiladores ou zonas de manutenção. Uma saída mal planeada pode favorecer recirculações ou interferências com outros sistemas.
Também se deve prestar atenção às passagens por elementos de construção. Quando a chaminé atravessa paredes, lajes ou setores de incêndio, a solução deve ser integrada sem comprometer a segurança do edifício. Do ponto de vista do instalador, a facilidade de montagem, a definição correta das peças e a compatibilidade entre troços são aspetos-chave para reduzir incidentes na obra e facilitar a manutenção posterior.
Numa infraestrutura crítica, o sistema de evacuação não deve ser revisto apenas quando surge um problema. A inspeção de suportes, uniões, terminais, corrosão, vibrações e eventuais fugas deve fazer parte da manutenção preventiva da chaminé e do próprio grupo gerador. Os testes periódicos permitem verificar a evacuação correta dos gases, a ausência de fugas e a resposta à temperatura e a eventuais dilatações.
Em suma, nos Centros de Dados, a continuidade energética também depende de uma instalação bem concebida e executada. A evacuação de gases dos grupos geradores não é um elemento secundário, mas sim uma parte do sistema de segurança e continuidade operacional.
A Convesa aplica a sua experiência como fabricante de chaminés e condutas modulares ao desenvolvimento de soluções adaptadas a instalações críticas. As suas gamas para grupos geradores, como a AVANT KE, permitem a resposta às exigências deste tipo de projetos, nos quais a estanquidade, a resistência térmica, a segurança, a facilidade de instalação e o acompanhamento técnico são fatores essenciais desde as primeiras fases de conceção.
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