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Reabilitação urbana – isolamento térmico

Isolamento técnico em AVAC na reabilitação urbana: da especificação ao desempenho real

Luso Trade18/05/2026
Na reabilitação urbana, o desempenho do isolamento não depende apenas do projeto, mas da sua adaptação às condições reais de instalação e execução em obra.
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A reabilitação urbana coloca desafios específicos ao desempenho energético dos edifícios, particularmente nos sistemas de climatização. Ao contrário da construção nova, em que o dimensionamento das redes pode ser integrado desde a fase inicial do projeto, a reabilitação é condicionada por limitações de espaço e infraestruturas existentes, exigindo uma otimização rigorosa e soluções técnicas mais eficientes.

Neste contexto, o desafio não se limita à escolha de soluções de isolamento que cumpram requisitos regulamentares, mas sim a garantir que o desempenho previsto em projeto se verifica em condições reais de operação.

O desafio: garantir desempenho real em sistemas com espaços condicionados

É comum observar-se que sistemas corretamente dimensionados em projeto apresentem, em fase de exploração, problemas como condensações superficiais, perdas térmicas e degradação prematura das redes.

Na maioria dos casos, estes problemas resultam de:

  • inadequação do isolamento às condições reais de instalação;
  • falhas na continuidade do isolamento, sobretudo em pontos críticos;

Em sistemas de transporte de fluidos frios, estas situações tornam-se ainda mais relevantes, uma vez que a formação de condensação pode originar corrosão sob isolamento, comprometendo a durabilidade das tubagens e o funcionamento do sistema.

Projeto e dimensionamento: mais do que cumprir requisitos

A fase de projeto é determinante na mitigação destes problemas. Na reabilitação de edifícios, o dimensionamento do isolamento não deve limitar-se ao cumprimento dos requisitos regulamentares.

Para além da condutividade térmica, o projetista deve considerar parâmetros como:

• temperatura do fluído na tubagem;

• diâmetro exterior das tubagens;

• temperatura e humidade ambiente;

• ponto de orvalho;

• coeficientes de transferência de calor;

• geometria e acessibilidade da instalação.

Um dimensionamento adequado permite evitar condensação e otimizar a espessura de isolamento, facilitando a sua aplicação em espaços técnicos limitados.

Adicionalmente, aspetos como a emissividade da superfície exterior e o espaçamento entre tubagens também influenciam o desempenho térmico. Superfícies muito lisas e brilhantes, como o alumínio polido, apresentam baixa emissividade e tendem a manter-se mais frias, aumentando o risco de condensação. Por outro lado, superfícies pintadas e oxidadas têm maior emissividade, facilitando a troca de calor e reduzindo esse risco.

Importa ainda referir que o aspeto visual pode ser enganador. Soluções com acabamento semelhante ao alumínio nem sempre apresentam o comportamento térmico de superfícies metálicas polidas, podendo incorporar revestimentos com elevada emissividade e, consequentemente, um desempenho térmico mais próximo de superfícies não metálicas.

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É o caso do isolamento Evocell & Mobius IT-FLEX C1 com revestimento System Cover, que, apesar do aspeto semelhante ao alumínio, apresenta elevada emissividade, contribuindo para a redução do risco de condensação e, em determinadas condições, para a otimização da espessura de isolamento necessária.

Instalação em obra: o ponto crítico do desempenho

Mesmo com um projeto bem desenvolvido, o desempenho do isolamento depende da sua correta aplicação em obra.

Os principais pontos críticos incluem:

  • curvas e mudanças de direção;
  • válvulas, flanges e acessórios;
  • suportes e elementos de fixação.

Nestes pontos, a redução da espessura do isolamento ou a sua descontinuidade comprometem a barreira de vapor e favorecem a formação de condensação.

A adoção de boas práticas — como segmentação de curvas, aplicação sob compressão, selagem contínua de juntas, compartimentação do sistema e uso de abraçadeiras termoisoladas nos pontos de fixação — é essencial para garantir a continuidade do isolamento. Estes elementos desempenham um papel crítico, ao evitar quebras ou descontinuidades nos suportes, assegurando a integridade da barreira de vapor mesmo em zonas especialmente vulneráveis.

Impacto no desempenho energético e durabilidade

Falhas no isolamento traduzem-se em perdas térmicas ao longo das redes, obrigando os sistemas AVAC a um maior esforço de funcionamento para compensar.

Ao longo do ciclo de vida do edifício, isto resulta num maior consumo energético e aumento da pegada carbónica. Paralelamente, a condensação contribui para a degradação das tubagens e para a necessidade de manutenção mais frequente.

Soluções técnicas adaptadas à reabilitação

Face às exigências da reabilitação, a escolha de materiais com propriedades adequadas às condições reais de funcionamento torna-se um fator crítico para o desempenho do sistema.

O isolamento elastomérico de células fechadas, como o Evocell & Mobius IT-Flex C1, apresenta características particularmente relevantes:

  • baixa condutividade térmica (λ ≈ 0,033 W/m·K);
  • elevada resistência à difusão de vapor (μ elevado);
  • estrutura de células fechadas com barreira de vapor integrada;
  • elevada flexibilidade e adaptabilidade a pontos críticos da instalação;

Disponível em coquilha e prancha, permite assegurar a continuidade do isolamento em diferentes aplicações, reduzindo o risco de falhas e garantindo um desempenho consistente ao longo do tempo.

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Fica assim evidente que, na reabilitação urbana, o desempenho do isolamento em redes AVAC não depende de um único fator, mas da articulação entre o projeto, a seleção de materiais e a execução em obra.

Mais do que cumprir requisitos regulamentares, o desafio passa por garantir que o isolamento mantém a sua integridade e desempenho em condições reais de operação.

Neste contexto, a combinação entre soluções tecnicamente adequadas e boas práticas de instalação é fundamental para assegurar a eficiência energética, a durabilidade das instalações e o desempenho global do edifício ao longo do seu ciclo de vida.

Mais informações em https://www.lusotrade.pt/

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