O consumo de energia elétrica em Portugal atingiu 14,6 TWh nos primeiros três meses de 2026, estabelecendo um novo máximo histórico para um primeiro trimestre, de acordo com um comunicado da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).
No que respeita à origem da eletricidade, a produção renovável assegurou 80% do consumo no primeiro trimestre. A componente hidroelétrica representou 38%, seguida da eólica com 32%, da solar fotovoltaica com 6% e da biomassa com 4%. Já a produção a gás natural não ultrapassou 16%, apesar de condicionamentos no sistema associados à depressão Kristin, enquanto o saldo de trocas com o estrangeiro correspondeu a 3%.
Os índices de produtibilidade das fontes renováveis situaram-se acima da média histórica na hidroeletricidade (1,52) e na eólica (1,15), enquanto a solar registou um valor inferior (0,65). Em março, a produção renovável abasteceu 76% do consumo, com a hidroeletricidade a manter condições favoráveis (índice de 1,27), ao contrário da eólica (0,89) e da solar (0,71).
No mercado do gás natural, a ERSE assinala a continuidade da tendência de crescimento, com uma subida homóloga de 10,3% em março. Este aumento foi impulsionado pelo segmento de produção de energia elétrica, que registou uma variação de 79%, contrastando com a diminuição de 6,8% no consumo convencional.
O abastecimento nacional foi maioritariamente assegurado pelo terminal de gás natural liquefeito (GNL) de Sines, responsável por 97% do consumo em março, enquanto a interligação com Espanha representou os restantes 3%.
No conjunto do trimestre, o consumo de gás natural cresceu 13,8% face ao período homólogo, refletindo um aumento de 54% na produção de eletricidade e de 0,2% no segmento convencional. O terminal de Sines garantiu 82% do abastecimento, com origens diversificadas, nomeadamente Nigéria (37%), Estados Unidos (36%) e Rússia (10%).


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