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Tektónica 2026 | Entrevista

"A Tektónica assume-se como um ambiente privilegiado para conhecer soluções completas”

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“Para decisores, projetistas e instaladores, a feira assume-se como um ambiente privilegiado para conhecer soluções completas, desde equipamentos AVAC de elevada eficiência até sistemas integrados de gestão técnica de edifícios, permitindo avaliar no terreno tecnologias que impactam diretamente a conceção, instalação e manutenção das infraestruturas.”
“Os grandes temas estruturantes estarão centrados em áreas como a transição energética, a sustentabilidade do parque edificado, a eficiência energética dos edifícios e a integração de sistemas técnicos de elevada eficiência, incluindo soluções AVAC, bem como os desafios associados à reabilitação urbana.”
“Ao estruturar a feira em áreas como Smart Building, Novos Materiais, Processos Construtivos e Máquinas para Construção, a Tektónica procura dar maior visibilidade a estas mudanças e facilitar a identificação de soluções por parte dos profissionais.”

"A industrialização dos processos construtivos, o desenvolvimento de materiais mais sustentáveis, a crescente digitalização dos edifícios e a mecanização das obras são tendências que estão a redefinir o setor."

Nesta entrevista, José Paulo Pinto, gestor coordenador da Tektónica, destaca o crescimento da edição de 2026 e a crescente qualificação da oferta, sublinhando o papel da feira como plataforma de encontro entre inovação tecnológica, soluções para a construção e profissionais do setor. O certame decorre de 23 a 25 de abril, na FIL, Lisboa.

José Paulo Pinto, gestor coordenador da Tektónica
José Paulo Pinto, gestor coordenador da Tektónica.

A edição de 2026 regista um crescimento significativo no número de expositores e na área ocupada, ultrapassando as 250 empresas e os 35 mil m2. Que áreas de atividade estão a liderar esta expansão e em que medida este aumento quantitativo se traduz numa maior qualificação da oferta, nomeadamente para decisores, projetistas e instaladores nas áreas da construção e dos sistemas AVAC?

O crescimento da Tektónica 2026 reflete sobretudo o dinamismo de áreas diretamente associadas à inovação tecnológica e à eficiência energética na construção. Entre os segmentos que mais impulsionam esta expansão destacam-se as soluções de climatização, os sistemas técnicos para edifícios, os novos materiais e processos construtivos, bem como as tecnologias associadas ao conceito de Smart Building.

Muitas destas soluções são candidatas ao Prémio Inovação Tektónica, iniciativa onde a Tektónica distingue as inovações mais relevantes do setor, reforçando e projetando a visibilidade e a credibilidade das empresas participantes.

Importa ainda referir que, à data desta entrevista, o número de empresas inscritas para esta edição ultrapassa as 350 empresas, estimando-se que a feira venha a reunir cerca de 400 empresas participantes diretas. Este número traduz-se naturalmente numa presença ainda mais alargada de marcas e empresas representadas, consolidando uma oferta com forte expressão no mercado e capaz de abranger praticamente todos os segmentos da fileira da construção. Trata-se, sem dúvida, de um sinal claro da confiança das empresas no evento enquanto plataforma de negócio e de visibilidade para o setor.

Mais do que um aumento quantitativo, este crescimento traduz-se também numa maior especialização e qualificação da oferta. A presença de fabricantes, integradores de tecnologia e fornecedores de soluções técnicas permite reunir, num mesmo espaço, produtos e sistemas cada vez mais avançados, com forte incorporação tecnológica e alinhados com as exigências regulamentares e ambientais atuais. Para decisores, projetistas e instaladores, a feira assume-se como um ambiente privilegiado para conhecer soluções completas, desde equipamentos AVAC de elevada eficiência até sistemas integrados de gestão técnica de edifícios, permitindo avaliar no terreno tecnologias que impactam diretamente a conceção, instalação e manutenção das infraestruturas.

Num contexto internacional marcado por instabilidade geopolítica, incluindo o conflito no Médio Oriente e as suas repercussões nas cadeias de abastecimento e nos custos da energia e das matérias-primas, como se posiciona a Tektónica ao reforçar a participação de expositores estrangeiros? Que impacto poderá este enquadramento ter na presença internacional da edição de 2026 e que oportunidades concretas de exportação e diversificação de mercados poderão emergir para as empresas portuguesas?

Apesar do atual contexto internacional marcado por instabilidade geopolítica e pressão sobre cadeias de abastecimento, a Tektónica tem vindo a consolidar o seu posicionamento como plataforma ibérica de negócios para o setor da construção.

Na edição de 2026, cerca de 15% dos expositores são internacionais, provenientes de mercados como Espanha, França, Alemanha, Itália, Países Baixos, Bélgica, Reino Unido e Estados Unidos. Esta diversidade reforça a feira como ponto de encontro entre empresas portuguesas e players internacionais, promovendo a partilha de tecnologia, soluções e know-how. Entre estes, merece especial destaque o mercado espanhol. O interesse das empresas de Espanha na Tektónica e mais concretamente no mercado nacional tem vindo a crescer de forma muito consistente, traduzindo-se já na participação efetiva de dezenas de empresas espanholas. Esta presença reforçada confirma o reconhecimento da feira como plataforma estratégica no contexto ibérico, não apenas pela proximidade geográfica, mas também pela complementaridade e dimensão dos dois mercados. O evento atua como um ponto de ligação privilegiado entre Portugal e Espanha, potenciando sinergias, parcerias comerciais e expansão empresarial nos dois sentidos.

Num cenário global mais exigente, este ambiente de networking internacional assume particular importância para as empresas portuguesas, permitindo explorar novas parcerias comerciais, canais de distribuição e oportunidades de exportação. Ao mesmo tempo, facilita a diversificação de fornecedores e o acesso a soluções tecnológicas inovadoras, fatores cada vez mais relevantes para reforçar a competitividade das empresas e a resiliência das cadeias de valor do setor.

A feira introduz uma nova área dedicada a Máquinas para a Construção. Que tipo de soluções e tecnologias estarão em destaque neste espaço e como se articulam com as atuais exigências de industrialização, digitalização e eficiência energética das obras?

A nova área dedicada às Máquinas para a Construção surge como resposta à crescente procura por parte dos visitantes profissionais de equipamentos que contribuam para aumentar a produtividade e eficiência das obras.

No campo das máquinas para a construção e obras publicas, a articulação tecnológica é cada vez mais importante em domínios que até há poucos anos não eram considerados como seja por exemplo o controlo de precisão via GPS e GNSS. Estes tipos de sistemas permitem que as máquinas executem terraplenagens e escavações seguindo rigorosamente o modelo digital (BIM), o que elimina a necessidade de marcações manuais no terreno, reduz o desperdício de material e acelera drasticamente o ciclo de produção industrializado.

Na vertente operacional, a digitalização ganha também um relevo especial traduzindo-se por exemplo na telemetria avançada, que monitoriza em tempo real o esforço hidráulico e o consumo de combustível destas frotas. Para empilhadoras e manipuladores telescópicos em estaleiros modernos, a tendência é a automação e eletrificação, utilizando sensores de proximidade e câmaras 360º que aumentam a segurança e permitem uma logística de materiais mais fluida e silenciosa em zonas urbanas.

Por fim, a eficiência energética nas máquinas de grande porte é alcançada através de sistemas híbridos e modos de operação inteligentes que ajustam a potência do motor à carga real. Esta gestão otimizada, aliada a programas de manutenção preventiva digital, garante que as escavadoras e movimentadoras operem com a menor pegada de carbono possível, cumprindo os novos requisitos de sustentabilidade em concursos de obras públicas.

Estes são exemplos de um novo mundo tecnológico que se abre a quem trabalha neste setor e que proporciona uma otimização de todas estas operações ligadas ao setor da construção.

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Quantas empresas de maquinaria específica para obras públicas estarão presentes? Este segmento registou crescimento face às edições anteriores?

A presença de empresas ligadas à maquinaria para construção e obras públicas regista um crescimento assinalável nesta edição, ganhando autonomia e refletindo a aposta estratégica da feira neste segmento.

O reforço da área dedicada às Máquinas para a Construção aliada ao crescimento das empresas ligadas ao setor automóvel, área também de grande importância para os profissionais deste setor em resultado da elevada necessidade de deslocações a que estes profissionais estão sujeitos, responde à crescente procura por parte dos visitantes profissionais, por equipamentos que contribuam para uma maior produtividade, eficiência e sustentabilidade da sua atividade profissional.

Esta área contará com a participação de empresas de referência do setor, não só de venda de novos equipamentos como também de aluguer, que irão apresentar soluções e equipamentos direcionados para diferentes fases do processo construtivo, desde a preparação do terreno até às operações de apoio à execução de obra.

Concretamente no que diz respeito à Envolvente do Edifício (janelas, portas, fachadas, proteção solar), que maquinaria e equipamentos destaca, nesta nova área Máquinas para a Construção?

No domínio da envolvente do edifício, que inclui os sistemas mencionados, a maquinaria tem um papel cada vez mais relevante ao nível da produção, transformação e instalação destes elementos.

Na área de máquinas poderão encontrar-se equipamentos utilizados na transformação e preparação de materiais, sistemas de elevação e manuseamento para instalação de fachadas e caixilharias, bem como soluções que apoiam processos de montagem mais rápidos e precisos em obra. Estes equipamentos são particularmente importantes num contexto em que a envolvente do edifício assume um papel central no desempenho energético dos edifícios, exigindo maior precisão técnica e soluções construtivas cada vez mais avançadas.

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A transição energética, a sustentabilidade e a eficiência energética são apontadas como temas estruturantes. Que iniciativas específicas — seminários, talks ou demonstrações — irão abordar áreas como a descarbonização dos edifícios, a integração de sistemas AVAC de elevada eficiência e a reabilitação urbana?

A Tektónica 2026 contará com um programa diversificado de seminários técnicos, talks e apresentações promovidas por associações setoriais, empresas e entidades parceiras. Os grandes temas estruturantes estarão centrados em áreas como a transição energética, a sustentabilidade do parque edificado, a eficiência energética dos edifícios e a integração de sistemas técnicos de elevada eficiência, incluindo soluções AVAC, bem como os desafios associados à reabilitação urbana. Embora o programa detalhado ainda se encontre em desenvolvimento pelas entidades parceiras, é expectável que estas iniciativas proporcionem momentos de partilha de conhecimento e atualização técnica particularmente relevantes para os profissionais do setor, permitindo-lhes conhecer tecnologias de ponta e práticas inovadoras que estão a marcar a evolução da construção.

Um dos momentos altos da Tektónica é a atribuição do Prémio Tektónica Inovação, que reconhece, valida e distingue as soluções, produtos e processos mais inovadores do setor. Este prémio destaca empresas que estão a transformar a construção e a eficiência energética, reforçando a visibilidade e a relevância das suas inovações junto de decisores, projetistas e instaladores.

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A criação de novos setores como Smart Building, Processos Construtivos, Novos Materiais e Máquinas representa uma resposta direta às transformações em curso na construção. Que critérios presidiram à definição destas áreas e que inovações — ao nível da automação, pré-fabricação, materiais de baixo carbono ou mecanização de obra — marcarão efetivamente a diferença na edição de 2026?

A organização da feira em novos setores resulta da necessidade de refletir, de forma mais clara, as transformações estruturais que estão a ocorrer no setor da construção. A industrialização dos processos construtivos, o desenvolvimento de materiais mais sustentáveis, a crescente digitalização dos edifícios e a mecanização das obras são tendências que estão a redefinir o setor. Ao estruturar a feira em áreas como Smart Building, Novos Materiais, Processos Construtivos e Máquinas para Construção, a Tektónica procura dar maior visibilidade a estas mudanças e facilitar a identificação de soluções por parte dos profissionais.

Esta organização temática permite também aproximar diferentes intervenientes da cadeia de valor – fabricantes, projetistas, empreiteiros e instaladores – criando um ambiente mais propício à colaboração e à inovação.

Enquanto plataforma de referência do setor, que papel pode a Tektónica desempenhar na articulação entre donos de obra, empreiteiros, fabricantes de equipamentos, fornecedores de tecnologia e instaladores, num contexto de crescente exigência técnica, ambiental e regulatória?

A Tektónica assume um papel cada vez mais relevante como ponto de encontro de toda a cadeia de valor da construção. Ao reunir donos de obra, projetistas, empreiteiros, fabricantes de equipamentos, fornecedores de tecnologia e instaladores num mesmo espaço, a feira cria um ambiente propício ao diálogo técnico, à partilha de conhecimento e à criação de novas parcerias.

Num contexto em que os projetos são cada vez mais exigentes do ponto de vista técnico, ambiental e regulatório, esta articulação entre diferentes perfis profissionais torna-se fundamental. A feira contribui assim para aproximar inovação, execução em obra e conhecimento técnico especializado, reforçando a capacidade do setor para responder aos desafios atuais e futuros da construção.

Para mais informações, visite o website da Tektónica

https://tektonica.fil.pt/

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