Informação profissional do setor das instalações em Portugal

Entrevista a Nuno Henriques, diretor comercial da GREE Products em Portugal

GREE aposta em tecnologia, eficiência energética e proximidade ao instalador

11/03/2026
“Não queremos ser apenas um fornecedor de máquinas, queremos ser um parceiro técnico de confiança para o instalador e projetista”
“A eficiência energética deixou de ser um argumento comercial e é hoje uma exigência regulamentar e uma responsabilidade coletiva”
“Estamos a caminhar para uma climatização cada vez mais inteligente, onde os dados desempenham um papel central”

A evolução tecnológica, a eficiência energética e o apoio técnico aos profissionais são pilares da estratégia da GREE Products em Portugal. Em entrevista, Nuno Henriques, diretor comercial da empresa, destaca o investimento em inovação, digitalização e formação como fatores determinantes para responder às novas exigências do setor da climatização.

Nuno Henriques, diretor comercial da GREE Products em Portugal
Nuno Henriques, diretor comercial da GREE Products em Portugal.

Com base na sua experiência no mercado local, o que define atualmente a GREE Products e que valor diferenciador reconhecem os clientes profissionais face a outros fabricantes de climatização?

Diria que hoje a GREE Products é definida por um equilíbrio muito sólido entre tecnologia, fiabilidade e proximidade ao mercado. Trabalhamos com um dos maiores fabricantes mundiais de climatização, com forte capacidade de investigação e desenvolvimento, o que nos permite oferecer soluções tecnologicamente muito evoluídas. Mas, ao mesmo tempo, temos uma estrutura local próxima dos nossos clientes.

O que os profissionais mais valorizam é precisamente essa combinação: equipamentos robustos e eficientes, uma gama bastante abrangente – desde monosplits residenciais até sistemas VRF (GMV), chillers, aerotermia (Versati) e soluções industriais –, a relação qualidade-preço extremamente competitiva e uma equipa disponível para apoiar em dimensionamento, especificação e acompanhamento técnico. Não queremos ser apenas um fornecedor de máquinas, queremos ser um parceiro técnico de confiança para o instalador e projetista.

Num setor cada vez mais competitivo e maduro, onde considera que a GREE marca realmente a diferença: na tecnologia, no serviço ou na proximidade ao cliente?

É difícil separar essas dimensões, porque acredito que a diferença está na conjugação das três. A tecnologia é fundamental: falamos de sistemas inverter avançados, soluções com inteligência artificial (como na gama Clivia+), refrigerantes de baixo GWP (como o R290) e equipamentos com elevadas classificações energéticas. Mas a tecnologia, por si só, não é suficiente. O serviço e a proximidade são determinantes. O instalador e o projetista precisam de apoio, precisam de respostas rápidas e de acompanhamento técnico. Num mercado maduro como o português, a confiança constrói-se muito através dessa proximidade. E é aí que procuramos marcar a diferença.

A eficiência energética e a sustentabilidade já não são opcionais. De que forma as soluções da GREE ajudam a responder a este novo enquadramento normativo e às exigências do mercado?

A eficiência energética deixou de ser um argumento comercial e é hoje uma exigência regulamentar e uma responsabilidade coletiva. As nossas soluções estão totalmente alinhadas com essa realidade.

Temos equipamentos com classificações energéticas muito elevadas, tecnologia inverter que ajusta o consumo às necessidades reais e gamas que utilizam refrigerantes com baixo potencial de aquecimento global, como o R290. Além disso, apostamos fortemente nas bombas de calor ar-água, que promovem a eletrificação eficiente e contribuem para a redução da dependência de combustíveis fósseis.

O mercado exige soluções mais sustentáveis, e a GREE está preparada para responder a esse desafio de forma concreta.

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Os projetos atuais são cada vez mais complexos e exigentes. Que papel desempenham a conectividade, o controlo centralizado e a integração com sistemas BMS na conceção das instalações?

Hoje, a conectividade é praticamente um requisito base. Em edifícios comerciais, industriais ou de serviços, já não basta instalar equipamentos eficientes, é necessário integrá-los numa lógica de gestão global.

A possibilidade de controlo centralizado, ajuste dinâmico de cargas térmicas, monitorização remota e integração com sistemas BMS permite otimizar consumos, melhorar a gestão energética e garantir maior controlo operacional. Nos sistemas GMV, por exemplo, a modularidade e a gestão individualizada das unidades interiores permitem adaptar o consumo às reais necessidades de cada espaço. Isso traduz-se não só em poupança energética, mas também numa gestão mais inteligente do edifício como um todo.

Os sistemas mais recentes da GREE estão preparados para essa realidade e permitem uma grande flexibilidade na conceção dos projetos.

Para além do produto, de que forma o software, a digitalização e a monitorização estão a influenciar a eficiência real e o desempenho a longo prazo dos sistemas de climatização?

A eficiência real constrói-se ao longo do tempo e não depende apenas das características técnicas iniciais do equipamento, mas da forma como ele é utilizado, monitorizado e mantido.

A digitalização permite recolher dados, antecipar falhas, ajustar parâmetros e melhorar continuamente o desempenho do sistema. Isso reduz custos operacionais e prolonga a vida útil dos equipamentos.

Estamos a caminhar para uma climatização cada vez mais inteligente, onde os dados desempenham um papel central. E isso é algo que levamos muito a sério.

A fiabilidade e a manutenção estão a ganhar peso no processo de decisão. Como responde a GREE a esta procura em instalações críticas ou de funcionamento contínuo?

Em instalações críticas, a fiabilidade é absolutamente determinante. Paragens não planeadas têm custos elevados e impactos operacionais significativos.

A GREE aposta em equipamentos robustos, com sistemas de autodiagnóstico e arquitetura modular, que permitem redundância parcial em caso de falha e, portanto, maior segurança operacional. Além disso, a facilidade de acesso aos componentes simplifica as intervenções de manutenção e reduz tempos de paragem.

Mas tão importante quanto o equipamento é o acompanhamento técnico. Acreditamos muito no suporte ao profissional como parte integrante da solução.

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A escassez de profissionais qualificados é um desafio transversal a todo o setor. Que papel devem os fabricantes assumir na formação e no acompanhamento técnico de instaladores e projetistas?

Os fabricantes têm hoje um papel absolutamente decisivo na qualificação do setor. A evolução tecnológica é muito rápida: novos refrigerantes, novas exigências regulamentares, sistemas mais inteligentes e conectados… e isso exige atualização constante por parte dos profissionais.

Na GREE estamos a investir fortemente na formação técnica, não apenas na vertente teórica, mas sobretudo na vertente prática: como instalar corretamente os nossos equipamentos, como fazer o dimensionamento adequado e como escolher a solução mais indicada para cada tipo de projeto. Sabemos que uma boa máquina mal instalada nunca entrega o desempenho esperado, por isso a formação é uma prioridade estratégica.

Nesse sentido, estamos a investir num novo centro de formação da GREE Academy em Portugal, que estará pronto em breve. Este espaço contará com um calendário regular de formações técnicas, sessões práticas e atualizações periódicas, permitindo aos instaladores e projetistas aprofundar conhecimentos e acompanhar a evolução das nossas gamas.

Acreditamos que a qualificação técnica é uma responsabilidade partilhada e que investir nos profissionais é investir no futuro do setor.

Para terminar, que mensagem gostaria de transmitir aos profissionais do setor sobre o rumo e as prioridades da GREE Products para os próximos anos?

Gostaria de transmitir uma mensagem de confiança e compromisso. A GREE continuará a apostar fortemente em inovação, eficiência energética e proximidade ao mercado. Queremos acompanhar os profissionais num contexto cada vez mais exigente, oferecendo soluções tecnicamente sólidas, sustentáveis e competitivas. O setor da climatização está a viver uma transformação profunda e estamos preparados para fazer parte dessa mudança.

Mais do que vender equipamentos, o nosso objetivo é construir relações duradouras com os nossos parceiros e crescer de forma sustentável no mercado português.

Para mais informações, visite o website da GREE Products

https://greeproducts.com/pt-pt/

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