“Os edifícios, que são compostos por diversos sistemas técnicos e nomeadamente energéticos, representam 40% do consumo energético na UE e são responsáveis por 36% das emissões de CO2”.
O setor da Refrigeração, Ar Condicionado e Bombas de Calor é incontornável e fundamental para o bem-estar da sociedade, mas 75% dos edifícios da UE ainda são ineficientes do ponto de vista energético. Os edifícios, que são compostos por diversos sistemas técnicos e nomeadamente energéticos, representam 40% do consumo energético na UE e são responsáveis por 36% das emissões de CO2. Por essa razão, as empresas e os profissionais do nosso setor são convocados a entregar respostas que resolvam estes impactos e apontem soluções energeticamente mais eficientes, sem utilização de combustíveis fósseis.
No que diz respeito à APIRAC, preocupamo-nos mais com o edifício e com a gestão de todos os sistemas técnicos que são maioritariamente sistemas de aquecimento, arrefecimento e de ventilação mecânica. Interessa-nos uma gestão eficiente de recursos e maximização da sua utilização, de modo a permitir que a integração sucessiva de mais sistemas e funcionalidades, não só não venha a gerar mais consumos, mas sobretudo, e esse é o objetivo, permita a redução de consumos, sendo possível obter poupanças de 20-30% nos grandes consumidores através da otimização com recurso aos Sistemas de Automatização e Controlo de Edifícios (SACE).
Estão a ser desenvolvidas soluções tecnológicas para responder com a maior capacidade ao desafio extremamente exigente que se coloca ao setor e às empresas. Do ponto de vista ambiental, as bombas de calor serão a forma mais económica e neutra para efeitos de aquecimento e arrefecimento, embora se apresentem ainda como um investimento dispendioso para os consumidores.
Os decisores políticos têm de corrigir esta situação, comprometendo-se inequivocamente com as tecnologias das bombas de calor, criando condições económicas favoráveis para a solução de climatização mais limpa que existe. Como medida imediata, as políticas devem visar a redução do custo da eletricidade para aplicações residenciais, comerciais e industriais.
Exige-se uma ação governamental concreta, que crie condições económicas mais favoráveis do que as existentes. Mas no cenário real de concentração urbana existente, a rede de distribuição e a rede de fornecimento não estão preparadas para a implantação em massa de bombas de calor, pelo que se impõe, a par, uma descentralização da produção, aproximando a produção do local de consumo, mitigando as inadequações de infraestrutura da rede elétrica e reduzindo o custo da eletricidade para as aplicações referidas.
Por conseguinte, a redução do consumo de energia, em consonância com o princípio da prioridade à eficiência energética e a utilização de energia proveniente de fontes renováveis no setor dos edifícios constituem medidas importantes necessárias para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa e a pobreza energética na UE.
As nossas preocupações têm vindo a ser transmitidas à Tutela. Nuns casos, de forma espontânea, noutros em resposta a solicitações da mesma. Os contributos mais recentes foram entregues a convite da ADENE, enquadrados na Fase II dos trabalhos de transposição da Diretiva (UE) 2024/1275, que é a Diretiva Europeia para o Desempenho Energético de Edifícios (EPBD) em vigor.
A APIRAC como é seu compromisso, irá continuar a apoiar os seus Associados na transição para soluções mais ecológicas, assegurando que a sustentabilidade do setor da refrigeração e da climatização é tida em consideração na legislação e regulamentações relativas à energia.


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