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APREN: faltou compromisso mais alargado na COP27

22/11/2022
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Associação considera que cimeira criou acordo para criação de fundo de ajuda a países em desenvolvimento, mas não se comprometeu com metas mais apertadas.
A principal conclusão da COP27, que decorreu em Sharm El-Sheikh, no Egito, entre os dias 6 e 18 de novembro, foi o acordo destinado à criação de um fundo para apoiar os países em desenvolvimento, particularmente vulneráveis aos efeitos adversos das alterações mudança climáticas.

No entanto, na opinião da APREN, Associação de Energias Renováveis, faltou um compromisso mais alargado. A associação considera que ficaram por endereçar vários pontos preocupantes, que impedem uma resposta mais imediata à emergência climática.

A APREN explica que foi definido um acordo para reduzir as emissões líquidas globais de gases de efeito estufa em 43% até 2030 em relação ao nível de 2019 - para limitar o aquecimento global à meta de 1,5°C. A par disso, acrescenta, acordou-se que se deve integrar ainda mais a água nos esforços de adaptação para aumentar a proteção, conservação e restauração da segurança alimentar, agricultura, água e ecossistemas relacionados à água, incluindo bacias hidrográficas, aquíferos e lagos.

Sublinhou-se também a necessidade de transformar o sistema financeiro, incluindo bancos multilaterais de desenvolvimento e instituições financeiras internacionais. Estes são chamados a reformar as suas práticas e prioridades, alinhar e aumentar o financiamento para garantir acesso simplificado e mobilizar financiamento climático de várias fontes.

Poder-se-ia pensar que isto significa um grande avanço. No entanto a opinião da APREN é a de que continuam a existirem pontos de cisão, que a associação considera preocupantes.

Em causa o facto de que o acordo de Paris (2015) continha duas metas de temperatura – manter o aumento da temperatura “bem abaixo de 2°C” e “prosseguir os esforços” para manter o aumento em 1,5°C. Na COP26, em Glasgow, uma vez que os compromissos de reduzir as emissões de gases de efeito estufa eram muito fracos para ficar dentro do limite de 1,5°C, os vários países concordaram em voltar a fortalecê-los anualmente, mas a resolução que o exigia foi, entretanto, retirada.

Por outro lado, o texto final da COP27 contém uma disposição para impulsionar as energias de “baixas emissões”. É certo que esta expressão pode estar associada a várias soluções renováveis, porém pode também abarcar a utilização do gás natural ou do nuclear. Este é um ponto que a APREN não vê com bons olhos e que é um claro sinal da pressão de alguns países presentes na COP27 no sentido de proteger os seus negócios de gás natural e de eletricidade de fonte nuclear.

A APREN lembra que no ano passado, em Glasgow, foi acordado um compromisso de redução gradual do uso de carvão. Sendo que essa foi a primeira vez que uma resolução sobre combustíveis fósseis foi incluída no texto final. Tudo levaria a crer que na COP27 a decisão iria mais longe – na verdade alguns países – liderados pela Índia – quiseram ir mais longe e comprometer-se a reduzir gradualmente todos os combustíveis fósseis – mas a proposta acabou por falhar e não ser incluída.

Posto isto, a APREN congratula os esforços conseguidos por todas as partes envolvidas, mas, face à atual emergência climática, e tendo em conta os planos reforçados da União Europeia, como o Fit for 55 e REPowerEU, era necessário um compromisso mais profundo e alargado em prol de um futuro sustentável.

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