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Principais soluções e tecnologias do futuro para a descarbonização dos edifícios

Luís Monteiro | Responsável pelo desenvolvimento de novas soluções para climatização e águas quentes da Bosch20/09/2022
“Os edifícios são o maior consumidor de energia da Europa, utilizando 40% da nossa energia e criando 36% das nossas emissões de gases com efeito de estufa”, uma afirmação da Comissária para a Energia, Kadri Simson, no final de 2021.
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No seguimento desta ideia, a Comissão propõe que, a partir de 2030, todos os novos edifícios tenham emissões de carbono nulas. Isso significa que estes devem consumir pouca energia, ser alimentados preferencialmente por energias renováveis e terem a indicação do potencial de aquecimento global no Certificado de Desempenho Energético, incluindo as emissões de todo o ciclo de vida – este é o conceito de NZEB (Nearly Zero Energy Buildings).

Aplicando este conceito à nova construção, é previsível que os gabinetes de projeto sejam forçados a escolher soluções de construção passivas em conjunto com soluções de AVAC de elevada performance térmica, tais como: bombas de calor (inclui-se o ar condicionado – AC) para a climatização dos espaços; solar térmico ou bombas de calor para as Águas Quentes Sanitárias (AQS); sistemas de renovação de ar com recuperação de calor (Ventilação Mecânica Controlada – VMC) e unidades de recuperação de calor de águas quentes residuais.

Preveem-se grandes oportunidades de inovação na área da conectividade e gestão da energia em edifícios – num sistema energético alicerçado em fontes de energia renovável intermitente, a flexibilidade será determinante para assegurar a gestão da rede elétrica e evitar disrupções de fornecimento. Os sistemas de gestão de energia, ao nível dos edifícios, permitirão otimizar os consumos e o balanceamento com as unidades de produção e armazenamento de energia – uma das formas de potenciar a flexibilidade é a utilização de preços dinâmicos com sinalização direta por via da conectividade entre operadores de redes e edifícios/equipamentos.

Por exemplo, a unidade de gestão de energia do edifício recebe a informação do preço da eletricidade em tempo real e usa essa informação para gerir o carregamento da bateria do carro ou de um equipamento de acumulação de água quente. A médio longo prazo, a unidade de gestão de energia irá conter algoritmos de inteligência artificial que permitirão aprender os hábitos do consumidor e otimizar a operação dos diferentes equipamentos em função de critérios predefinidos de conforto, performance energética e custo.

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Luís Monteiro.

A taxa de construção de novos edifícios é relativamente baixa na europa (ex. <0.5% em Portugal). Se considerarmos os elevados custos de construção e a escassez de mão de obra, a transição energética não poderá ser operada unicamente pela via da nova construção, renovação ou reconstrução, sendo essencial encontrar soluções para os edifícios existentes. Para estes, a Bosch aposta numa abordagem multitecnológica, porque acredita ser a melhor forma de acelerar o processo de transição energética e garantir que se cumpram as metas de redução de emissões de CO2. Esta ideia foi reforçada depois de olharmos para o parque imobiliário envelhecido na Europa – o isolamento, a superfície a aquecer e o orçamento familiar exigem soluções de aquecimento diferenciadas para cada tipo de edifício.

Como exemplo, na Alemanha e Holanda, a utilização de sistemas de aquecimento híbridos tem sido apresentada como solução de transição para edifícios com mau desempenho térmico. Neste tipo de sistemas, a bomba de calor assegura até 80% das necessidades térmicas anuais e a caldeira a gás serve de apoio para os dias de maior frio. Por seu lado, Inglaterra está determinada em apostar em caldeiras de hidrogénio, esta escolha é motivada pelo parque residencial muito envelhecido e consequentes experiências menos positivas com a instalação de bombas de calor em casas Vitorianas. No caso de Portugal, as necessidades de energia para aquecimento são substancialmente mais reduzidas e por isso menos críticas. Se considerarmos as necessidades de arrefecimento no verão e o menor poder de compra dos portugueses, é expectável que soluções de AC no ponto de uso se tornem a solução preferencial para o nosso país. Ao nível das AQS, ainda que as soluções elétricas estejam em crescimento, o esquentador a gás continua a ser uma das soluções preferidas, e a mais representativa em Portugal, com mais de 4 milhões de equipamentos instalados. A aposta, por parte do governo, no incentivo à produção de gases renováveis, em complemento da descarbonização da rede elétrica, irá contribuir para a descarbonização progressiva do parque instalado e criar oportunidades para o surgimento de inovações ao nível dos equipamentos a hidrogénio. 

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