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Construção: crescimento robusto e riscos de uma “nova era” pós-Covid

02/12/2021
Aos desafios inerentes aos objetivos de sustentabilidade e estratégia de emissão zero junta-se a atual escassez de materiais e mão de obra qualificada.
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Relatório da Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS), sobre Riscos de Contrução pós-Covid indica que o mercado de construção global deverá registar “um período de forte crescimento pós-Covid-19, impulsionado por gastos governamentais em infraestrutura e pela transição para emissão zero”.

Crescimento, em parte alicerçado no aumento da população em mercados emergentes e investimentos significativos em formas alternativas de energia, como eólica, solar e hidrogênio, bem como em sistemas de armazenamento e transmissão. Por outro lado a transição que se está a assistir, para a mobilidade elétrica “exigirá investimentos em novas fábricas de baterias e infraestrutura de carregamento”.

Mas a necessidade de mudar para edifícios e infraestruturas mais sustentáveis pode mudar isto, dado que a melhoria das instalações de energia limpa e a adoção de métodos de construção modernos transformarão o cenário de risco.

Para Yann Dreyer, líder do Grupo de Prática Global para Construção na equipe global de Energia e Construção da AGCS, “a indústria enfrenta novos desafios em torno da volatilidade da cadeia de abastecimento e aumento dos custos de materiais, escassez de mão de obra qualificada e maior foco na sustentabilidade”. Razão pela qual afirma que o monitoramento contínuo de riscos e os controles de gestão serão importantes no futuro.

Um exemplo? As futuras exigências feitas aos edifícios não incidem apenas numa menor pegada de carbono, mas também melhores defesas costeiras e contra enchentes, além de sistemas de esgoto e de drenagem mais eficientes.

E já assistimos a alguns anúncios por parte de governos em grandes obras. Segundo o relatório da AGCS quatro países - China, Índia, Estados Unidos e Indonésia respondam por quase 60% do total de crescimento na construção ao longo da próxima década.

Mas este crescimento traz novos desafios, como sendo uma maior pressão nas cadeias de abastecimento, assim como o exacerbar a escassez existente de materiais e mão de obra qualificada. A análise da AGCS mostra que defeitos de projeto e mão de obra ineficaz são uma das principais causas de perdas de construção e engenharia, respondendo por cerca de 20% do valor de quase 30.000 sinistros da indústria examinados entre 2016 e ofinal de 2020.

Uma das mudanças a que estamos a assistir no setor da construção passa pela utilização de materiais mais sustentáveis. Com especial enfoque na madeira. Só que, lembra o relatório, isso tem implicações para riscos de danos por fogo e água. A análise de sinistros da AGCS mostra que os incidentes de incêndio e explosão já representam mais de um quarto (26%) do valor dos sinistros de construção e engenharia nos últimos cinco anos - a causa de perda mais cara.

Por fim a construção modular, cada vez mais utilizada. Esta fornece muitas vantagens como gestão de qualidade controlada factory-based, menos desperdício na construção, um cronograma diminuído pela metade em comparação com os métodos tradicionais e menos disrupção no ambiente circundante. No entanto, afirma Olivier Daussin, Líder de Subscrição de Construção da Equipe Global de Energia e Construção da AGCS, não está livre de riscos: “há um risco maior de perdas em série com métodos modulares e pré-fabricados, pois a mesma peça pode ser usada em vários projetos antes que uma falha seja descoberta”.

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