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Empresas sem tempo para eletrificar as frotas

18/10/2021
Esta é uma das conclusões do whitepaper 'Road to COP26: como é que as frotas corporativas podem combater as alterações climáticas'.
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As empresas têm cada vez menos tempo para eletrificar as suas frotas e ajudar a prevenir os piores efeitos das alterações climáticas. Esta é a principal conclusão do pape desenvolvido pela LeasePlan, 'Road to COP26: Como é que as frotas corporativas podem combater as alterações climáticas'.

Em causa o facto de a maioria dos carros vendidos na Europa serem carros de empresa. O que leva a que as frotas corporativas “representem hoje um contributo significativo para as emissões dos transportes, a sua eletrificação representaria um passo gigantesco em direção a um mundo sem emissões poluentes”.

Sobre o assunto Tex Gunning, CEO da LeasePlan, afirma que a opção por viaturas elétricas nas frotas das empresas é uma das formas mais fáceis e eficazes de causar impacto.

“Se conseguirmos pôr em prática um plano adequado até ao início da COP26 em novembro, teremos uma oportunidade real de eliminar as emissões do transporte rodoviário e desempenharemos o nosso papel na limitação do aumento da temperatura global em 1,5°C”, acrescenta. Isto porque o executivo acredita que “temos uma pequena janela de tempo para evitar os piores efeitos das alterações climáticas”.

O que diz o relatório?

  • Seis em cada 10 carros vendidos na Europa são carros de empresa, com veículos a gasolina e diesel ainda a representarem 96% das matrículas de novos automóveis em 2019. Além disso, os carros da empresa conduzem-se, em média, 2,25 vezes mais do que os automóveis particulares. As frotas das empresas podem, portanto, ou contribuir de forma dececionante para as alterações climáticas ou ser uma parte importante da solução.
  • Especialistas concordam unanimemente que os maiores benefícios em termos de redução de emissões nos transportes são provocados pela eletrificação - especialmente se os VE forem alimentados por fontes sustentáveis, tais como o vento e a energia solar.
  • As reduções de emissões resultantes da adoção de VE já são mensuráveis à escala global. Desde 2000, as emissões globais dos transportes aumentaram 1,9% por ano; mas em 2019, aumentaram menos de 0,5%. A diferença: melhorias na eficiência, maior utilização de biocombustíveis e o aumento dos VE.
  • A última ciência da mudança climática indica que, para evitar os piores impactos climáticos, as emissões de carbono devem ser reduzidas em 45% até 2030. No entanto, a análise da ONU mostra que as emissões poderiam de facto aumentar 16%, levando a um aumento da temperatura de 2,7°C acima dos tempos pré-industriais - impactando de forma irreversível e negativa a vida na Terra.
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