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Projeto europeu 'Hospital Sudoe 4.0'

Monitorização nos hospitais 'piloto' do projeto Hospital 4.0 abre caminho a unidades de saúde mais eficientes e confortáveis

30/07/2021
Os processos de monitorização foram iniciados em unidades de cuidados de saúde em Espanha (Badajoz), Portugal (Leiria) e França (Bayonna) para alcançar melhores níveis de eficiência energética e hídrica, bem como melhorar a qualidade do ar interior.
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Este trabalho insere-se no projeto europeu Hospital Sudoe 4.0, em que colaboram entidades espanholas, francesas e portuguesas.

Em Portugal, o trabalho realizado nos últimos meses pela ADENE e pelo IST permitiu um estudo completo e detalhado de todos os aspetos relacionados não só com o consumo de energia e água, mas também com a garantia da qualidade do ar interior.

Os trabalhos de monitorização desenvolvidos no âmbito do projeto 'Hospital Sudoe 4.0' permitiram conhecer as necessidades energéticas dos três hospitais de Espanha, Portugal e França, e o caminho a seguir para reduzir o seu consumo de energia e alcançar hospitais mais eficientes e confortáveis.

Depois de alguns meses complicados, devido à situação pandémica resultante da crise de saúde provocada pela Covid-19, que atrasou a implementação do projeto Interreg Sudoe 'Hospital Sudoe 4.0', os processos de monitorização estão a retomar nas unidades de saúde de Espanha (Badajoz), Portugal (Leiria) e França (Bayonna).
O Hospital Sudoe 4.0 é um projeto apoiado pelo Programa Interreg SUDOE, destinado a realizar experiências em três edifícios hospitalares na região do Sudoe: o Hospital Perpetuo Socorro em Badajoz (Espanha), a Clínica Belharra, Bayonne (França) e o Hospital de Santo André, Leiria (Portugal).

Este trabalho ajudará a alcançar níveis ótimos de eficiência energética e hídrica, bem como a melhorar a qualidade do ar interior nas unidades de cuidados de saúde referidas. Concretamente, a monitorização permitirá saber em tempo real o consumo de energia e água e o nível de poluentes responsáveis pela degradação da qualidade do ar interior, por forma a alcançar-se uma excelente gestão destas unidades, melhorar a saúde e conforto dos seus ocupantes e reduzir as emissões de CO2.

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Portugal: consumo de energia e água e qualidade do ar interior

No caso de Portugal, o trabalho realizado nos últimos meses pela ADENE e pelo IST permitiu um estudo completo e detalhado de todos os aspetos relacionados com o consumo de energia e água e com a avaliação da qualidade do ar interior. Foi realizado um mapeamento completo de recursos que incluiu a caracterização do fornecimento de eletricidade, gás e água do hospital. Com este trabalho antes da monitorização, foram recolhidos os dados que devem ser disponibilizados à plataforma online do projeto criada para o efeito, por forma a verificar-se em tempo real o consumo de água e energia com os quais se definem as alternativas de poupança e eficiência energética.
Entre outros aspetos, tem-se observado a existência de grandes equipamentos elétricos que consomem energia em que até agora não existia qualquer ponto de monitorização, sendo necessário nestes casos adquirir equipamentos auxiliares adicionais para o efeito. Os trabalhos de acompanhamento iniciaram-se em junho de 2021 e vão continuar ao longo do desenvolvimento do projeto.
Em julho foi realizada uma auditoria à qualidade do ar interior que permitiu caracterizar os principais espaços do hospital em termos de parametros químicos, físicos e microbiológicos. Foram também instalados sensores para a medição de poluentes cujos resultados serão disponibilizados na plataforma online do projeto.

Espanha: envelope térmico

Em Espanha, o projeto de monitorização do Hospital del Perpetuo Socorro em Badajoz permitirá saber quais as necessidades energéticas que o complexo de saúde criado em 1956 tem através do trabalho conjunto que a Junta da Extremadura tem vindo a desenvolver, através da Direção Geral de Acessibilidades e Centros (DGAYC) do Ministério da Saúde e dos Serviços Sociais, em conjunto com a Fundação para a Formação e Investigação dos Profissionais de Saúde da Extremadura (FundeSalud). O objetivo é desenhar um sistema de monitorização que permita conhecer o comportamento do envelope térmico do edifício.

Para tal, serão medidas condições exteriores como temperatura, humidade relativa, velocidade do vento e radiação solar; as condições dos recintos, os interiores do complexo de cuidados de saúde, entre outros.
Paralelamente a este processo, foi realizado um estudo para conhecer o consumo energético global dos hospitais do território da Extremadura. Para o efeito, o FundeSalud desenvolveu um estudo quantitativo do stock de construção dos 14 hospitais da região, incluindo o hospital-piloto em Badajoz. Além disso, foi desenvolvido um diagnóstico com os resultados recolhidos colaborando na elaboração de um diagnóstico para todo o território SUDOE, com base na obtenção dos resultados extrapolados.
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O Hospital Sudoe 4.0 avalia os requisitos de qualidade do ar interior em unidades de cuidados de saúde hospitalares para melhorar o bem-estar do paciente e do pessoal.

França: energias renováveis no local

Em França, a NOBATEK/INEF4, Instituto para a Transição Energética e Ambiental dos Edifícios, e a ESTIA, Ecole Supérieures des Technologies Industriels, em parceria com a Clínica de Belharra, estão a reunir os seus conhecimentos para melhorar a eficiência energética nos hospitais.

Depois de terem caraterizado o consumo de estruturas hospitalares no sudoeste de França, os responsáveis pelo projeto estão neste momento a concluir a fase de monitorização da Clínica de Belharra, instalando sensores para recolher dados em tempo real e transferi-los para a plataforma digital desenvolvida pelo projeto. O principal objetivo desta fase é avaliar a capacidade da Clínica de Belharra para produzir energia renovável no local. Paralelamente, foram desenvolvidos diferentes cenários para orientar os gestores técnicos destes edifícios a agirem melhor e mais rapidamente, e em consonância com o objetivo de reduzir as emissões de carbono, sem esquecer, naturalmente, o conforto e segurança dos utilizadores. Ao mesmo tempo, em fevereiro, foi realizado um inquérito, no qual participaram 250 doentes e visitantes e 74 profissionais, o que permitiu avaliar a perceção de conforto térmico na clínica.

O objetivo de toda esta recolha de informação é potenciar um ambiente de experimentação conjunta entre os parceiros do projeto. Assim, pretende-se gerar um conhecimento detalhado sobre o estado real dos edifícios que servirá para gerar procedimentos genéricos de monitorização para outros edifícios e que será incorporado num dos principais resultados do projeto, a 'Plataforma Hospital 4.0 do Sudoe'. Esta plataforma é responsável por alojar um 'gémeo digital' do edifício e compará-lo com o estado real do mesmo para identificar o potencial de melhoria, tanto na gestão diária do edifício como em estratégias de renovação energética de longo prazo. Esta plataforma foi desenvolvida pelo ITCL Centro Tecnológico em Burgos

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Hospital Sudoe 4.0

Os membros da parceria liderada pelo ITCL Centro Tecnológico (Burgos, CyL) são: a Direção Geral de Acessibilidades e Centros, pertencentes ao Ministério da Saúde e Serviços Sociais da Junta de Extremadura (Espanha), a Fundação para a Formação e Investigação dos Profissionais de Saúde da Extremadura (Espanha), o Instituto NOBATEK/INEF4 (França), a ESTIA (França), a ADENE – Agência para a Energia (Portugal) e o Instituto Superior Técnico (Portugal).

O projeto visa conceber, validar e implementar modelos de eficiência energética para a renovação de edifícios hospitalares com o objetivo de alcançar uma poupança de energia e uma redução de emissões associadas a este tipo de edifícios públicos.
Através da implementação de redes e experimentação conjunta, o projeto pretende melhorar as políticas de eficiência energética em edifícios públicos.

Trata-se de um projeto cofinanciado pelo Programa Interreg Sudoe através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

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