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O Protocolo KNX celebra 30 anos: a evolução em Portugal

Texto: Rui Carneiro | Secretário Executivo da Associação KNX Portugal04/09/2020
O Protocolo KNX assinala, em 2020, os 30 anos de existência.
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Sessão de informação ao mercado da Associação KNX Portugal.

Trata-se de uma celebração especial sobre um percurso tecnológico assinalável que se tem caracterizado por uma permanente evolução para oferecer soluções integradas de gestão de edifícios que assentam num sistema aberto e multi-marca. São 30 anos de procura e desenvolvimento de soluções com cada vez mais conforto, mais integração de sistemas facilitando a gestão e maior eficiência energética.

Em Portugal, os sistemas de controlo estão desde há muito associados a dois tipos de mercado: o residencial de luxo, onde a KNX passou a dominar; e o mercado de gestão de sistemas de climatização. Este último baseou-se essencialmente nos sistemas BACnet e Modbus, que eram sistemas de gestão de manutenção, mas com grandes limitações na gestão operacional dos sistemas, devido à falta de recursos humanos treinados. Com a introdução de sistemas de gestão de eficiência energética em edifícios e serviços públicos e com a adoção de nova legislação europeia, os sistemas integrados de controlo estão a ganhar cada vez mais preponderância.

O protocolo KNX ganhou importância graças à sua capacidade de integrar e gerir todas as funções do edifício, à sua fiabilidade e à sua flexibilidade para crescer ou se adaptar no futuro. A que acresce a grande vantagem de ser um sistema aberto e multifabricante.

Origens da KNX

A KNX surgiu em Portugal desde muito cedo, com projetos de referência ao nível do mercado europeu, mesmo quando o protocolo era conhecido como EIB. Exemplos são os edifícios do Banco BCP no Taguspark ou o centro de exposições da Alfândega do Porto.

Em Portugal, os sistemas de controlo estão desde há muito associados a dois tipos de mercado: o residencial de luxo, onde a KNX passou a dominar; e o mercado de gestão de sistemas de climatização

A nível residencial, a KNX demorou mais tempo a competir com sucesso com sistemas de automação residencial de baixo custo.

Embora estes tendam a ser baseados em protocolos proprietários, num mercado de baixos rendimentos, o investimento inicial é muitas vezes o fator primordial a considerar em vez da economia obtida no longo prazo ao nível custos de exploração do edifício.

Além disso, a falta de integradores e o fato de que as soluções são frequentemente instaladas por pequenas empresas com capacidade financeira reduzida podem, às vezes, resultar em dificuldades na gestão operacional e na manutenção dos sistemas.

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Hotel Portobay Flores.
No entanto, o panorama no mercado residencial está a mudar muito depressa e a KNX é agora a tecnologia preferida por cada vez mais arquitetos e designers. De facto, a KNX tem vindo a consolidar a sua presença em Portugal, e isto está a acontecer em todos os tipos de edifícios.

Outro aspeto que mudou imenso, sobretudo ao nível dos edifícios de serviços, escritórios e hotelaria, é que o investidor/utilizador passou a ponderar decisivamente o investimento global no edifício ponderando os custos de exploração do edifício a 10 ou a 15 anos. Ora, essa ponderação é muito favorável a sistemas integrados de gestão da energia como o Protocolo KNX, pois facilmente se evidenciam proporções da ordem dos 25% do investimento para a construção do edifício e de 75% para a sua exploração durante 10 anos. Considerando então que os custos de exploração do edifício são muito maiores que os custos do edifício, a conclusão óbvia é que quanto mais eficiente for a gestão dos consumos de energia, maior é a poupança económica e menor a “pegada” ecológica.

Projetos de referência da KNX

Como já mencionado, a KNX surgiu em Portugal muito cedo no mercado, com grandes projetos como o do Complexo de Edifícios do BCP no TagusPark, o centro de exposições da Alfândega do Porto, ou o da fábrica de papel Navigator em Aveiro - um magnífico projeto industrial que sempre utilizou o protocolo EIB/KNX.

Desde então, o mercado cresceu muito e existem muitos exemplos de edifícios de referência em Portugal que usam a tecnologia KNX, como o estádio de futebol do Futebol Clube do Porto, as Torres do Colombo ou o Casino de Lisboa. Há também muitos escritórios e hotéis, incluindo cadeias internacionais e hotéis boutique, que usam o KNX.

Entre os muitos projetos que mereceriam destaque estão certamente os que ganharam os Prémios KNX Portugal nas edições de 2018 e de 2019. Estes Prémios distinguiram os novos ou renovados Restaurantes da McDonald’s, a sede e o centro de distribuição inteligente de medicamentos e produtos farmacêuticos da Plural, em Coimbra, e ainda o projeto das Grandes Moagens de Angola para moagem de grãos e o hotel Quinta de Lemos, entre outros em 2018.

Já em 2019, poderíamos destacar os projetos que venceram as três Categorias de Prémios KNX, três projetos com soluções KNX:

  • o Hotel PortoBay Flores, no Porto, uma renovação;
  • o Bairro Alto Hotel, em Lisboa, também uma renovação;
  • e o Hospital Internacional dos Açores, em Ponta Delgada, um edifício novo.
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A fábrica de papel da Navigator em Cacia, Aveiro, sempre utilizou soluções KNX.

Associação KNX Portugal

Embora a Associação KNX Portugal só exista oficialmente desde 2014, o protocolo EIB/KNX é utilizado em Portugal desde 1997, e desde então existe um grupo nacional em Portugal que divulga esta tecnologia.

Nos últimos anos, temos vindo a crescer e a aumentar o número de membros, principalmente compostos por fabricantes e integradores, e temos também um centro de formação KNX. A Associação KNX tem ainda parceiros de media e Parceiros Institucionais, como a ADENE, a Ordem dos Engenheiros e o IEFP.

O nosso plano é continuar a aumentar o número de membros, desenvolver mais atividades, direcionar progressivamente as Soluções KNX para necessidades e públicos específicos e tornarmo-nos um parceiro institucional das autoridades responsáveis pela automação residencial e edifícios inteligentes.

No desenvolvimento das nossas atividades, a KNX Portugal está muito atenta às mudanças legais e regulamentares na UE e em Portugal.

Atualmente, estamos a acompanhar a EPBD (European Performance Building Directive), e estamos a participar do processo de transposição da mesma e do futuro SRI (Smart Readiness Indicator) para o direito nacional, conduzido pela Direção Geral da Energia e Geologia/ADENE. Por outro lado, a KNX Portugal acaba de celebrar um Protocolo com o IEFP tendo em vista contribuir para o desenvolvimento da formação com o Protocolo KNX nos centros de formação do Instituto do Emprego e Formação Profissional.

Estamos, pois, muito confiantes no futuro da KNX, quer no plano mundial, onde tem crescido ao longo destes 30 anos de existência, quer em Portugal. Evidentemente que esta situação que agora vivemos com a pandemia da Covid-19 veio toldar o horizonte no médio prazo. Porém, ainda assim, as soluções KNX continuarão a ser a solução de gestão integrada, inteligente e energeticamente eficiente no futuro.

Rui Carneiro

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