“A Casa do Deserto”: sete dicas sobre como viver em grande em espaços pequenos
Por vezes, podem-se sobrevalorizar os espaços de grandes dimensões. Daí que muitos dos arquitetos mais influentes do século XX se tenham já interessado em conseguir que um espaço mais reduzido seja o mais funcional, prático e habitável possível. A ideia consiste em perceber que, em poucos metros quadrados, se pode ter o que é considerado efetivamente necessário.
Cada casa é um mundo e as necessidades de cada pessoa decorrem de um conjunto de hábitos e costumes distintos, mas, ainda assim, não é por ter uma casa maior que necessariamente se vive melhor ou de forma mais confortável.
A solução consiste em integrar espaços, tirar partido das tendências arquitetónicas e materiais e outras tantas ideias e conselhos que a Guardian Glass e os arquitetos de "A Casa do Deserto" usaram no seu projeto pioneiro de arquitetura, já tão badalado pelos media mundialmente.
Tratou-se de um desafio único, localizado no deserto de Gorafe, em Granada, onde quem lá se hospeda poderá, em apenas 20m2, sentir o mesmo conforto e sensação de relaxamento como em sua própria casa. O uso de vidro eficiente é uma das chaves para o alcançar, mas existem muitas outras. A Guardian Glass propõe que se olhe para cada centímetro livre da casa sem quaisquer espartilhos ou preconceitos e fazer ligeiras alterações e mudanças infalíveis para dela ser possível tirar o máximo partido.
1. Diga adeus às paredes e olá à conexão entre ambientes
As paredes separam, dividem, ocupam espaço e dão uma sensação de compartimentação que, em casas pequenas é, por vezes, preferível evitar. Fugir do excesso de paredes divisórias e usar o mobiliário enquanto separação ou elemento divisor pode ser uma boa solução. Um claro exemplo desta abordagem designada de "open concept" é a que podemos observar em "A Casa do Deserto", onde todas as divisões estão organizadas em torno das instalações sanitárias, que se posicionam como um núcleo central, permitindo conectar os ambientes e obter uma maior sensação de organização.
Além do mais, apostar no mesmo tipo de pavimento ou uma mesma cor para as paredes de salas adjacentes fará com que pareçam uma só e, com isso, a sensação de continuidade e amplitude será ainda mais sentida. Em "A Casa do Deserto", por exemplo, o pavimento das divisões é sempre o mesmo e todas as paredes exteriores foram idealizadas e projetadas pela Guardian Glass, de modo a que a relação entre os diferentes espaços seja muito próxima, incentivando uma sensação de continuidade, extensão e, também, equilíbrio e harmonia.
“A Casa do Deserto”, da Guardian® Glass. Fotografias de Gonzalo Botet para a Guardian Glass
2. O pode mágico da luz natural e do vidro eficiente
Não há nada melhor para criar uma casa acolhedora e confortável do que ter grandes janelas e superfícies envidraçadas, através das quais possamos tirar o máximo partido possível da luz natural, além de promover um maior isolamento térmico e acústico.
São precisamente estas vantagens que devem ser levadas em consideração ao escolher o vidro para as janelas de qualquer casa e os da "Casa do Deserto" da Guardian Glass, sujeitos às enormes variações de temperatura na região, são a prova disso. Em concreto, a casa conta com o vidro revestido Guardian SNX 60, recomendado para edifícios residenciais com grandes superfícies envidraçadas que desejam ser um exemplo de divisões e casas luminosas, espaçosas e confortáveis, com elevada capacidade de isolamento.
3. Uso de um material como o vidro, também na decoração
Graças ao seu desempenho e versatilidade, o vidro também se posiciona como um material ideal para o fabrico de diferentes elementos decorativos ou até mobiliário. Desde mesas ou cadeiras até elementos decorativos que ajudem a dar a sensação de profundidade, deixando a luz passar, gerando maior amplitude e sensação de leveza. Em "A Casa do Deserto", este recurso foi também aplicado. Das mesas da sala de estar, até à cabeceira-armário da cama, tudo foi feito em vidro.
4. Versatilidade de espaços
Combinar a cozinha com a sala de estar, por exemplo, ou a casa de banho com o quarto já não é uma loucura arquitetónica e "A Casa do Deserto" provou isso mesmo. O seu design aposta na integração total dos diferentes elementos necessários que, combinados, poupam área. Este tipo de estratégias é cada vez mais utilizado quando não existem mais metros quadrados numa casa. E é por isso que não precisa de deixar de ser funcional ou confortável.
A cor é um dos recursos mais eficazes e económicos para fazer uma casa pequena parecer maior, mais ampla. O branco é, por excelência, uma das cores que melhor funciona para tal. Reflete a luz e projeta-a através do espaço. Daí que, em "A Casa do Deserto", as cores brancas, neutras e claras tenham tanto destaque.
6. Espelhos para multiplicar o espaço
Tal como os materiais transparentes, também os espelhos ampliam a sensação de espaço, profundidade e projetam o que neles se reflete. Assim, com o objetivo de trazer o exterior, o deserto, para dentro de "A Casa do Deserto" colocaram-se tetos em vidro espelhado que, além do mais, trouxeram um toque distintivo, diferente e divertido ao projeto. Numa casa pequena, é sempre uma boa opção colocar espelhos diferentes, de diferentes tamanhos e formas, a decorar uma parede. Além de se obter um elegante efeito decorativo, ganhará espaço e iluminação.
7. O exterior é tão importante quanto o interior
“A Casa do Deserto” tem uma das vistas mais impressionantes do deserto em Espanha, portanto, um dos principais objetivos do projeto arquitetónico foi fundir por completo a casa com a sua envolvente. Tratou-se de fazer com que o exterior entre na casa e que os seus habitantes o desfrutem como uma experiência única, em primeira mão. Nem todas as casas têm ambientes exteriores deste tipo, mas basta ter um terraço ou uma pequena varanda para fazer a diferença.
Nestes casos, para aproveitar ao máximo, a Guardian Glass recomenda trazer esses ambientes para dentro instalando, por exemplo, uma janela com a maior área de vidro possível ou apostar, como se fez em “A Casa do Deserto”, para o mesmo tipo de pavimento em ambas as áreas. Ao acrescentarmos uma mesa auxiliar com cadeiras leves ou um outro tipo de mobiliário ajudará a aumentar a sensação de conforto e bem-estar.
“A Casa do Deserto”
- Localização: Gorafe, Granada
- Área: 20m2
- Tipologia: 3 divisões - quarto, casa de banho e sala-cozinha
- Área de painéis fotovoltaicos: 26m2
- Capacidade de armazenamento de energia: 18,2 kWh
- Temperaturas máximas e mínimas previstas no interior: 18ºC - 28ºC
- Amplitude térmica no deserto de Gorafe: verões até 45ºC | Invernos até -10ºC
"A Casa do Deserto" é um projeto pioneiro da Guardian Glass que desafia a natureza para testar as suas soluções de vidro. Com o design de vanguarda desta casa, a Guardian Glass procura demonstrar como, ao escolher o vidro adequado, se pode habitar até nos ambientes climatéricos mais adversos. O vidro das janelas pode isolar térmica e acusticamente, pode proteger dos raios UV, bem como de tentativas de roubo ou intrusão.
A nível arquitetónico, "A Casa do Deserto" é construída sobre uma estrutura de madeira delimitada perimetralmente pelo vidro Guardian Glass e no seu interior possui um quarto, casa de banho e uma área de cozinha. Espaço suficiente para olhar diretamente sobre a paisagem, com um sistema de filtragem de água, outro para a produção de energia e um conjunto de painéis solares fotovoltaicos.
O projeto, resultado do trabalho conjunto de uma grande e experiente equipa de arquitetos - liderada por Spela Videcnik dos OFIS Architects - juntamente com especialistas em vidro da Guardian Glass, engenheiros e consultores em energia da Akt II e Transsolar, responde aos desafios atuais e futuros do setor da arquitetura e construção, potenciando desta forma as estruturas respeitadoras do ambiente e energeticamente eficientes. Algo em que intervém também diretamente o tipo de vidro com que qualquer espaço é delimitado.
Conheça todos os pormenores de "A Casa do Deserto" aqui.