«As conclusões não são animadoras», começa por referir a Zero numa nota publicada no seu site.
«Apesar de ter ocorrido um ligeiro aumento na taxa de recolha destes resíduos, face ao ano 2017, a mesma continua a ser muito baixa, cerca de 18%, denunciando, mais uma vez, a necessidade de reforçar a sensibilização e estimular os portugueses para a entrega dos resíduos nas farmácias, bem como de alargar a rede de recolha», salienta a associação.
A análise dos números divulgados «permite verificar que existiu um acréscimo no número de embalagens colocadas no mercado e declaradas pela indústria farmacêutica, face ao ano anterior, subindo de aproximadamente 304 milhões para 307 milhões de unidades a que corresponde um potencial de resíduos gerado (embalagem + medicamento) de 5.954 toneladas».
Os portugueses entregaram um total de 1.051 toneladas de resíduos nas farmácias (incluindo embalagens, restos de medicamentos e outros resíduos fora do âmbito do SIGREM), apenas mais 75 toneladas do que em 2017.
«Olhando para a taxa de recolha referente apenas às embalagens, a mesma situa-se nos 13%, cerca de 2% acima do valor de 2017 mas ainda assim, abaixo da meta de 20% até 2020, estabelecida na licença atribuída a esta entidade pela Agência Portuguesa do Ambiente», frisa a Zero.
Face aos números que ao longo dos últimos anos têm vindo a ser apresentados pela VALORMED, que demonstram uma quase estagnação dos indicadores de desempenho do SIGREM, e uma vez que o mesmo se encontra fortemente dependente da colaboração dos portugueses na entrega dos resíduos de medicamentos nas farmácias, a ZERO volta a alertar para a necessidade, urgente, de se repensar o modelo de funcionamento do sistema.
Entre outras medidas, a Zero propõe:
– O alargamento dos pontos de recolha à rede de parafarmácias existentes no país;
– A aplicação de incentivos para intensificar a colaboração dos consumidores no encaminhamento dos resíduos (por exemplo, através da atribuição de pontos que posteriormente possam ser convertidos em descontos);
– O desenvolvimento de estratégias de comunicação e de informação mais eficazes e de proximidade, que permitam sensibilizar consumidores e profissionais de saúde.





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