Texto: José Alex Gandum
O acidente nuclear de Chernobyl revelou o enorme risco de manter as centrais nucleares a funcionar, mostrando que os efeitos de um possível acidente ultrapassa as fronteiras e espalham-se por vários países e regiões. No caso de Chernobyl, a nuvem radioativa viajou pela maior parte da Europa e afetou sobretudo a Bielorrússia, além da própria Ucrânia. O número de vítimas da radiação, especialmente contra os profissionais que lutaram contra o acidente, ronda os 200 mil, segundo a Academia Russa de Ciências.
A situação de risco aumentou devido ao mau estado do designado sarcófago (ou caixa) construído à pressa após o acidente, e que foi atingido por deslizamentos de terras em 2014 e 2015. Dado o estado do núcleo do reator, que é líquido e não pode ser desmontado, um novo sarcófago de dimensões colossais fabricado pela empresa francesa Areva foi instalado, sendo também atingido pela catástrofe.
Segundo os ambientalistas ibéricos, e de outros países, a única maneira de evitar futuros acidentes, como os de Chernobyl ou Fukushima, é prosseguir com o encerramento por fases de centrais nucleares o mais rápido possível.
Paralelamente a esse apelo, também se apela à redução do consumo interno de eletricidade, através de medidas simples de poupança e eficiência, como a melhoria do isolamento das habitações, a instalação de vidros duplos nas janelas, a utilização de luz natural sempre que possível e a incorporação de LED na iluminação, a instalação gradual de aparelhos eficientes quando os antigos se avariam e, finalmente e de uma maneira geral, assunção de hábitos de consumos mais austeros. Também é aconselhado que os consumidores troquem os comercializadores de eletricidade convencional por empresas que forneçam energia proveniente de fontes renováveis.





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