O compromisso de 15 anos da Panasonic com o refrigerante de CO2 coloca a empresa na vanguarda de um mercado que acelera o seu caminho para soluções de menor impacto ambiental.
A partir de 2027, o Regulamento revisto sobre gases fluorados (F-Gas) da União Europeia (UE) reduzirá a quantidade de refrigerante HFC virgem permitida no mercado de 42,9 milhões de toneladas equivalentes de CO2 para 21,7 milhões de toneladas, reduzindo a oferta quase para metade (Regulamento UE) 2024/573, Anexo VI1. Para organizações como comércios a retalho, operadores de restauração, empresas de logística da cadeia de frio, fornecedores de armazenamento a frio do setor farmacêutico e de saúde, e negócios de hotelaria que ainda utilizam sistemas de elevado PAG (Potencial de Aquecimento Global), isto aumenta a pressão para assegurar a adoção de sistemas alternativos antes que a disponibilidade se reduza e os preços subam ainda mais.
Essa pressão foi reforçada a 17 de julho de 2026, quando a Comissão Europeia publicou o seu Plano de Ação de Eletrificação2, fixando um objetivo indicativo de 46% de eletrificação do consumo de energia final para 2040 e comprometendo-se a elaborar um Plano de Ação da UE dedicado ao Aquecimento e Refrigeração (COM (2026) 595 final). Para o setor da refrigeração, o abandono dos gases de elevado PAG não é uma data-limite isolada do F-Gas, mas sim parte de um movimento estrutural muito mais amplo no sentido de unidades de aquecimento, refrigeração e climatização eletrificadas e de baixas emissões de carbono em toda a Europa.
A Panasonic tem-se preparado para este momento desde 2009, quando começou a fabricar unidades condensadoras de refrigeração por CO2 no Japão. A companhia cumpre agora 15 anos de inovação na refrigeração por CO2, um marco que se enquadra na sua trajetória mais ampla de 65 anos na tecnologia da cadeia de frio. Isto soma-se à longa experiência da Panasonic no desenvolvimento e produção dos seus próprios compressores de CO2, uma capacidade que remonta a 2001 e que reforça ainda mais a solidez do seu conhecimento técnico em tecnologia de refrigerantes naturais.
Este compromisso a longo prazo reflete décadas de experiência em engenharia respaldadas por dados de rendimento mensuráveis, e não responde a alterações regulatórias recentes.
"Começámos a desenvolver sistemas de CO2 porque vimos para onde a indústria tinha de ir, mesmo muito antes de a regulação ser atualizada neste âmbito", declarou Enrique Vilamitjana, diretor-geral da Panasonic Heating & Air Conditioning Europe. "Esta vantagem de 15 anos é agora a diferença entre os retalhistas que se estão a apressar para encontrar um refrigerante de substituição e aqueles que já têm instalada uma solução comprovada".
Segundo os dados de rendimento disponibilizados por investigações da Panasonic no Japão, constatou-se que os sistemas de CO2 reduzem o consumo energético dos equipamentos de baixa temperatura em 25,4% e de média temperatura em 16,2% em comparação com as unidades Inverter de R404A, o refrigerante que era o padrão da indústria no momento em que se realizou o estudo. Desde 2020 que é proibido o uso de R404A em equipamentos novos na UE, o que não faz mais do que reforçar o argumento a favor do CO2 face ao referente com o qual se comparou originalmente. As emissões totais de CO2, combinando as fugas de refrigerante e o uso de energia, foram reduzidas em 67%3.
A comparação com o R404A é especialmente significativa porque historicamente o R404A era considerado um dos refrigerantes com melhor rendimento para aplicações na cadeia de frio4. Dado que muitas das misturas de substituição HFC/HFO atuais com menor PAG implicam compromissos termodinâmicos que podem afetar a eficiência, a investigação da Panasonic sugere que os benefícios potenciais de poupança energética do CO
poderão ser ainda maiores em algumas aplicações do que o indicado pelo referente original de R404A.
Na próxima edição da Chillventa, que terá lugar na Alemanha durante o mês de outubro, um dos debates-chave entre líderes da indústria, retalhistas, projetistas e o conjunto da cadeia de abastecimento de frio será o de como planear esta transição para refrigerantes naturais e com que rapidez se pode levar a cabo. A combinação do rendimento comprovado em todos os climas da Europa e uma cadeia de abastecimento submetida a uma pressão regulatória crescente é a razão pela qual o encontro da Chillventa será especialmente relevante.
Um exemplo comprovado da solução de 20 CV para a cadeia de frio da Panasonic que utiliza o refrigerante natural R744 (CO2) é a Dunstaple Farm Ltd, perto de Holsworthy (Devon), sede do premiado Farmer Tom’s Ice Cream. O projeto mostra como a tecnologia da Panasonic pode oferecer uma refrigeração eficiente e sustentável para a produção de alimentos. (Leia o estudo de caso completo aqui).
O CO2 pode ser amplamente considerado como o futuro da refrigeração de baixas emissões de carbono, mas a sua história remonta a muito mais atrás, mesmo antes de os refrigerantes sintéticos entrarem no mercado. De facto, desde os finais do século XIX até à década de 1920, o R744 era um pilar da refrigeração comercial, industrial e marítima.
Segundo o relato histórico da ASHRAE, o CO2 caiu em desuso durante a década de 1930 porque os refrigerantes sintéticos recém-desenvolvidos, como o R-12, eram percetcionados como mais fáceis de manusear e funcionavam a pressões mais baixas. Como resultado, muitas aplicações afastaram-se do CO2 apesar do seu longo historial na refrigeração comercial e marítima5.
Os avanços na tecnologia de compressores, controlos inteligentes e conceção de sistemas converteram de novo o CO2 numa solução prát ica para as aplicações modernas da cadeia de frio. Como refrigerante natural com um Potencial de Aquecimento Global (PAG) de apenas 1, o CO2 (R744) oferece uma alternativa respeitadora do clima face aos refrigerantes sintéticos convencionais HFC e HFO, o que permite à Panasonic oferecer soluções de refrigeração sustentáveis a grande escala.
O negócio de refrigeração da Panasonic remonta a 1960, quando a companhia lançou a primeira arca congeladora de gelados no Japão. Dois anos mais tarde, em 1962, começou a produção das suas primeiras unidades condensadoras, a base tecnológica de tudo o que veio a seguir. Isto significa que esta linha de negócio cumpre 66 anos.
A PHVACEU entrou no mercado europeu de refrigeração com CO2 em 2017 como parte do compromisso a longo prazo da Panasonic com a refrigeração sustentável. Com o lançamento de uma única unidade condensadora ML/LT de 2 CV, a empresa lançou as bases para o crescimento no mercado emergente dos refrigerantes naturais. Desde então, a Panasonic tem alargado de forma constante o seu catálogo de CO2, que hoje oferece uma gama integral de soluções para o segmento de refrigeração de pequena capacidade em múltiplas aplicações.
A Panasonic continua a oferecer produtos fabricados no Japão ao mesmo tempo que amplia as suas capacidades de fabrico europeias através da Panasonic Cold Chain Poland (PCCPL), em Breslávia (Wroclaw). Graças ao desenvolvimento contínuo do negócio em toda a Europa, a gama de produtos beneficia atualmente do fornecimento proveniente de ambas as localizações.
1 https://eur-lex.europa.eu/eli/reg/2024/573/oj/eng
2 https://energy.ec.europa.eu/publications/communication-electrification-action-plan-com2026595_en
Para mais informações, visite o website da Panasonic
www.oinstalador.com
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