56 REPORTAGEM | CONVENÇÃO 2026 GRUPO GIA PORTUGAL afirma. A observação ajuda a explicar o espaço reservado ao convívio num programa que também serviu para apresentar resultados, prioridades de investimento e equipamentos. Portugal ocupa uma posição importante no mapa comercial do grupo. Alberto Garrido ordena os principais mercados por Espanha, Portugal, Itália e França e indica que a atividade internacional representa mais de 30% do volume de negócios. Considera a operação portuguesa madura e fiável, apoiada em distribuidores consolidados, mas mantém a expectativa de crescimento com esses parceiros. “E não creio que tenhamos atingido o limite em Portugal”, afirma. A ambição de expansão internacional aponta também para Itália, onde o responsável identifica uma oportunidade de crescimento num mercado em que o grupo trabalha há cinco ou seis anos. A apresentação institucional situa a origem do GIA Group em Espanha, em 2000, como empresa familiar, e descreve uma presença atual em mais de 35 países. Com sede em Barcelona, o grupo dispõe de centros logísticos em Espanha, Portugal e Itália e de delegações nestes três mercados e em França. Opera no canal profissional, no retalho e no fornecimento de produtos para marcas de terceiros. Esta dimensão internacional convive, segundo os responsáveis, com a adaptação das decisões comerciais às condições de cada país. Alberto Garrido resume essa orientação numa frase: “O grupo GIA nasce na Europa, em Espanha, e a política de Portugal é criada para e por Portugal”. Fernando Oliveira descreve uma autonomia construída ao longo dos anos, através do trabalho e da confiança conquistada junto da estrutura espanhola. A ligação à direção é frequente e permite discutir campanhas e decisões comerciais. Na interpretação do diretor português, a rapidez dessa resposta é uma das razões para o crescimento: “Quando a nossa concorrência está a pensar, nós estamos a decidir”. UMA PRESSÃO POSITIVA A proximidade à decisão surge também nas palavras de Helena Margenat, que associa a capacidade de adaptação do grupo a uma equipa jovem e à facilidade de acesso à direção. “No GIA Group, pelo contrário, a porta está sempre aberta e é muito mais fácil para o cliente chegar à direção”. Alberto Garrido reforça a mesma ideia e destaca o trabalho de Fernando Oliveira e da equipa portuguesa, descrevendo um contacto por mensagem ou chamada que obtém resposta ao minuto. Esse acesso direto tem uma tradução na pressão para vender. Fernando Oliveira recorda uma conversa em que, perante vendas abaixo da expectativa da direção, a pergunta que recebeu foi sobre os meios de que precisava para aumentar o negócio. O diretor classifica essa exigência como positiva: a cobrança de resultados vinha acompanhada da disponibilidade para discutir recursos. Na disputa pelos clientes, Fernando Oliveira acrescenta dois argumentos à relação comercial: a amplitude da gama e a disponibilidade de produto. O grupo procura cobrir tanto a entrada de gama como equipamentos com mais características, permitindo responder a diferentes necessidades de compra. O diretor destaca ainda a manutenção de stock, sobretudo nos picos de calor, quando a procura pressiona a oferta. “Na empresa, temos disponibilidade de stock sempre, salvo raríssimas exceções”, afirma, ressalvando um ano afetado pelas dificuldades de transporte da China. Alberto Garrido coloca a honestidade ao lado da proximidade como fator de diferenciação. O responsável descreve situações em que a empresa antecipou junto dos clientes alterações de preços que, segundo o diretor, só mais tarde foram reconhecidas por outros fornecedores. A confiança é apresentada como resultado dessa continuidade de informação e da coerência das políticas comerciais. Fernando Oliveira, por seu lado, sublinha a retenção de clientes e refere relações que já duram há 13 anos. “Mas em boa verdade, nós procuramos manter o cliente, e conseguimos”. INVESTIMENTO EM MARKETING E PUBLICIDADE O reforço dessa relação está no centro do plano apresentado para Portugal. O grupo anunciou investimento em
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