55 REPORTAGEM | CONVENÇÃO 2026 GRUPO GIA PORTUGAL O crescimento do primeiro semestre ganha outro significado quando comparado com a base deixada por 2025. Fernando Oliveira atribui parte do impulso desse ano ao apoio associado ao IVA, que, segundo o diretor, terminou em junho e contribuiu para uma forte subida das vendas em maio e junho, seguida de reposição em julho. O salto da faturação trouxe um desafio para o exercício seguinte: “Foi uma brutalidade, e eu a partir desse evento só comecei a pensar como é que ia ser 2026”. Na conversa com a direção do grupo, a ambição era continuar a aumentar as vendas. O diretor português, porém, insiste nos limites impostos pela procura. “O mercado não está aberto a esses crescimentos”, afirma, num excerto da resposta em que recorda as expectativas discutidas internamente. A leitura que faz dos meses seguintes ao primeiro semestre é marcada pela retração do consumidor e pelo receio dos clientes de comprar grandes quantidades. "E apesar de não estar fixada uma meta de faturação para o fecho de 2026, na apresentação da convenção, o acumulado do ano em curso surgia em 17,3 milhões de euros (Year to Date), um valor ainda parcial." REFORÇAR RELAÇÕES A cautela comercial coexistiu, em Gaia, com um encontro destinado a reforçar relações. O programa juntava a apresentação de resultados e serviços a uma visita às caves, almoço, um momento de stand-up comedy e uma sessão dedicada aos produtos. Alberto Garrido, diretor de operações do GIA Group, descreve a convenção como uma iniciativa habitualmente anual e dá-lhe um objetivo que vai além da exposição da oferta: criar um ambiente de convívio entre pessoas que trabalham juntas. “São parceiros, para mim são todos parceiros, não são clientes”. Essa escolha de palavras acompanha a explicação que o responsável dá para o crescimento do grupo. A estratégia assenta na proximidade aos distribuidores, na paciência para desenvolver as relações e na aposta em parceiros que considera estratégicos. Alberto Garrido recorre à mesa onde estivera sentado para explicar essa ligação, descrevendo os parceiros com quem partilhara o encontro como família. Para Helena Margenat, adjunta da Direção de Operações do GIA Group, a convenção permite dar um rosto a nomes de clientes e empresas que chegam à equipa em Espanha. O contacto presencial aproxima quem gere a relação à distância de quem está no mercado português. “Acho que é muito importante e que faz com que a ligação seja muito mais próxima”,
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