BI350 - O Instalador

44 AVAC O seu argumento de venda é reforçado pela legislação: poder explicar ao cliente que a intervenção é elegível para deduções fiscais e para Certificados de Poupança Energética melhora sensivelmente a conversão do orçamento, especialmente quando se substitui uma caldeira de combustão. Por outro lado, os contratos de manutenção de equipamentos aerotérmicos, com revisões de filtros, purgas do circuito hidráulico e controlo do refrigerante, geram uma relação de serviço a longo prazo com o cliente. ASPETOS-CHAVE DA INSTALAÇÃO QUE FAZEM A DIFERENÇA Grande parte das reclamações e do baixo rendimento real de uma instalação aerotérmica não se deve ao equipamento, mas sim às decisões tomadas durante a conceção e a montagem. • Dimensionamento com base na procura real, e não na potência da caldeira substituída. Um equipamento sobredimensionado liga e desliga com maior frequência, prejudica o rendimento sazonal (SCOP) e encurta a vida útil do compressor. O cálculo deve basear-se na carga térmica do edifício e no perfil de consumo de água quente sanitária (ACS), e não em replicar a potência do gerador anterior. • Localização da unidade exterior. É necessário garantir um fluxo de ar livre na aspiração e na descarga, evitar a recirculação de ar frio no inverno, prever a evacuação de condensados e respeitar as distâncias em relação a aberturas e à via pública, conforme estabelecido pela regulamentação municipal em matéria de ruído. • Gestão do nível sonoro. Em ambientes residenciais, especialmente em pátios de luz ou fachadas próximas de janelas de quartos, é aconselhável verificar a potência sonora do equipamento nas condições reais de funcionamento noturno, e não apenas os dados do catálogo em condições padrão. • Integração hidráulica com o sistema existente. Em remodelações em que se mantêm os radiadores, é necessário verificar a temperatura de impulsão necessária à instalação; no caso do piso radiante, o equipamento funciona no seu ponto ótimo de eficiência. A incorporação de um depósito de inércia facilita a gestão dos ciclos de descongelação e evita curto-circuitos térmicos. • Dimensionamento elétrico e proteções. As resistências elétricas de apoio, presentes na maioria dos acumuladores e equipamentos multifuncionais, exigem a revisão da potência contratada e da secção da cablagem, sobretudo em instalações onde coexistem vários equipamentos elétricos (aerotermia, veículo elétrico, energia fotovoltaica). • Colocação em funcionamento e equilíbrio. A configuração das curvas de aquecimento, os parâmetros antilegionella e a comunicação com sistemas de gestão (Modbus, Wi-Fi) devem ficar documentados no certificado de instalação, não devendo ser deixados nos valores de fábrica. • Instalação em cascata. Quando se combinam vários equipamentos para servir um edifício, é necessário dimensionar corretamente o coletor hidráulico e a sequência de arranque, para evitar que todos os equipamentos funcionem simultaneamente abaixo da sua faixa ótima de carga. Escolher bem a aplicação, respeitar os princípios fundamentais de conceção e instalação e conhecer o quadro normativo são hoje tão determinantes para o sucesso de um projeto de aerotermia como a própria escolha do equipamento. Um instalador que domine estes aspetos não só executa melhor a obra: transforma cada projeto numa oportunidade de aconselhamento que fideliza o cliente e diferencia o seu negócio face à concorrência. n Para mais informação visite o website www.groupgia.com/pt/

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