BI351 - O Instalador

8 Vendas de bombas de calor aumentam após a crise do Estreito de Ormuz As vendas de bombas de calor residenciais aumentaram 11% nos primeiros seis meses de 2026 nos 12 mercados europeus analisados pela European Heat Pump Association (EHPA). No período foram comercializadas cerca de 1,163 milhões de unidades, contra 1,048 milhões no primeiro semestre de 2025. A evolução ocorre num contexto de forte pressão sobre os mercados energéticos. Em fevereiro, o Irão encerrou o Estreito de Ormuz, contribuindo para uma subida dos preços do petróleo e do gás. Pouco depois, a Comissão Europeia apresentou propostas para incentivar a redução dos impostos sobre a eletricidade e acelerar a substituição dos combustíveis fósseis. Para a EHPA, estes fatores poderão ter contribuído para o crescimento das vendas, num mercado em que o preço da eletricidade continua a ser determinante para a adoção de bombas de calor. No ‘Electrification Action Plan’, a Comissão Europeia propõe que a tributação da eletricidade não seja superior à do gás e prevê uma revisão dos encargos de rede, de forma a favorecer soluções flexíveis como as bombas de calor. Os dados abrangem a Áustria, Bélgica, Suíça, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Itália, Países Baixos, Noruega, Portugal e Suécia. EDITORIAL As vendas de bombas de calor residenciais cresceram 11% no primeiro semestre de 2026, nos 12 mercados europeus acompanhados pela European Heat Pump Association (EHPA). Passaram de 1,048 milhões de unidades para cerca de 1,163 milhões. E Portugal está incluído. Para projetistas, engenheiros e instaladores, este crescimento traduz-se em mais trabalho e em mais exigência. A EHPA lembra que a decisão de investir continua muito ligada ao preço da eletricidade. A Comissão Europeia propõe aproximar a tributação da eletricidade da do gás e rever os encargos de rede, de modo a favorecer soluções elétricas e flexíveis. Enquanto isso não se concretiza, a viabilidade de cada projeto assenta no que está ao alcance de quem o faz: dimensionamento rigoroso, seleção criteriosa do equipamento, integração bem pensada, controlo bem configurado. Esta edição reflete essa realidade. Há soluções para aquecimento, arrefecimento e águas quentes sanitárias, sistemas cada vez mais integrados, equipamentos mais eficientes e ferramentas de digitalização e controlo. Mas a atenção desloca-se para o que vem depois do arranque: o desempenho real em funcionamento, a qualidade da execução, a manutenção. Os dados recolhidos em obra começam a pesar tanto como os de catálogo. A transição dos refrigerantes acrescenta outra camada. As alternativas com menor impacto climático trazem requisitos técnicos novos, do projeto à instalação e à manutenção. Formação e certificação deixam de ser um complemento. Definem quem pode trabalhar com estas soluções. Damos também espaço a projetos, empresas e profissionais que já estão a fazer este caminho, seja pela tecnologia, pela formação, pela certificação ou por soluções pensadas para edifícios concretos. Nada disto acontece de um dia para o outro, e um equipamento novo não resolve sozinho. O que sustenta um sistema durante anos é o projeto, a execução e o acompanhamento. Num mercado que cresce, é esse trabalho que precisa de ser reconhecido. Mais bombas de calor no mercado. O que muda para quem projeta e instala

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