BI351 - O Instalador

ENTREVISTA 61 A internacionalização será uma dimensão estratégica desta edição. Pretendemos reforçar a presença de empresas estrangeiras e aumentar a participação de prescritores, arquitetos, engenheiros, investidores e compradores internacionais, transformando a feira numa plataforma privilegiada para a promoção da indústria portuguesa, para o estabelecimento de parcerias e para a abertura de novos mercados. Mais do que uma exposição comercial, a Concreta é um espaço onde se encontram quem projeta, quem fabrica, quem constrói e quem decide, criando condições para gerar negócios, conhecimento e inovação. O programa técnico desta edição privilegia temas como a construção colaborativa, a descarbonização e a inovação aplicada. Quais acredita que serão as grandes tendências em destaque na Concreta 2026 e de que forma refletem as mudanças que o setor da construção e da instalação está a viver? O setor atravessa uma transformação profunda e a Concreta procurará refletir essa realidade. A construção colaborativa será o grande eixo conceptual da edição de 2026, promovendo uma maior integração entre arquitetos, engenheiros, fabricantes, empreiteiros, promotores e entidades públicas. A descarbonização do ambiente construído será igualmente um dos temas centrais, abordando não apenas a eficiência energética dos edifícios, mas também o carbono incorporado nos materiais, a reutilização de recursos, a economia circular e a avaliação do ciclo de vida das construções. Paralelamente, ganharão destaque a industrialização da construção, a digitalização dos processos através do BIM, a Inteligência Artificial, a automação, os novos materiais de baixo impacto ambiental e as soluções tecnológicas capazes de aumentar a produtividade e reduzir desperdícios. Estas tendências traduzem a evolução de um setor que procura construir melhor, com menor impacto ambiental, maior eficiência e maior capacidade de resposta às exigências atuais do mercado. A Concreta e a Eletrica voltam a realizar-se em simultâneo. Que vantagens traz esta complementaridade? A realização simultânea das duas feiras representa uma enorme mais-valia para visitantes e expositores. Hoje, a construção deixou de poder ser encarada de forma compartimentada. A integração entre arquitetura, engenharia, instalações técnicas, eficiência energética, automação e mobilidade elétrica exige uma abordagem multidisciplinar. A complementaridade entre Concreta e Eletrica permite precisamente reunir toda esta cadeia de valor num único espaço, potenciando contactos, oportunidades de negócio e uma visão integrada das soluções disponíveis no mercado. Que novidades poderão os visitantes encontrar na Eletrica? A Eletrica acompanhará as grandes tendências do setor energético. Os visitantes encontrarão soluções nas áreas da mobilidade elétrica, produção e armazenamento de energia, autoconsumo, redes inteligentes, gestão técnica de edifícios, domótica, automação, eficiência energética, carregamento de veículos elétricos, integração de energias renováveis e digitalização das infraestruturas. Será uma mostra muito orientada para as necessidades futuras dos edifícios inteligentes. Hoje, falar de um edifício eficiente é falar de integração entre instalações elétricas, AVAC, automação e produção de energia. Esta será uma das grandes apostas da edição de 2026? Sem dúvida. Essa visão integrada será uma das marcas distintivas da Concreta e da Eletrica 2026. Atualmente, um edifício eficiente resulta da articulação entre diferentes sistemas tecnológicos que comunicam entre si, permitindo otimizar consumos, reduzir emissões, aumentar o conforto dos utilizadores e melhorar a gestão operacional. Na feira, os visitantes terão oportunidade de conhecer soluções que integram climatização, iluminação, automação, produção e armazenamento de energia, carregamento para mobilidade elétrica e sistemas inteligentes de monitorização. Esta abordagem transversal reflete a evolução do mercado, onde a eficiência deixou de depender apenas da qualidade individual dos equipamentos para passar a resultar da integração de todo o edifício como um sistema inteligente. “Os visitantes terão oportunidade de conhecer soluções que integram climatização, iluminação, automação, produção e armazenamento de energia, carregamento para mobilidade elétrica e sistemas inteligentes de monitorização”

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