BI318 - O Instalador

54 DOSSIER QUALIDADE DO AR INTERIOR Combinar qualidade do ar e eficiência nos edifícios já não é uma utopia Bruno Azevedo, Responsável de clientes EcoXpert BMS Portugal Schneider Electric Na Europa, os edifícios são responsáveis por 40% do consumo de energia e 36% das emissões de CO2. Assim sendo, a melhoria da sua eficiência energética é inevitável para podermos cumprir os objetivos de sustentabilidade que a União Europeia definiu até 2030. Para além disto, nos últimos três anos, a esta necessidade juntou- -se outra: manter a qualidade do ar interior para evitar a propagação da COVID-19. Mesmo tendo a pandemia terminado, nunca se sabe o dia de amanhã – pelo que continua a ser importante recordar as lições que ela nos ensinou e continuar a melhorar diariamente os nossos edifícios. De facto, neste cenário de "nova normalidade" em que vivemos, a eficiência energética ganhou uma nova dimensão. Muitos governos estão inclusivamente a tomar medidas e a promover iniciativas para proporcionar um quadro de apoio às melhorias nos edifícios – que, em última análise, vão conduzir a uma redução do consumo de energia. Isto é muito positivo, não apenas pelo impacto negativo que este tem no ambiente, mas também nos bolsos dos proprietários e/ou gestores de edifícios. (Numa escola, por exemplo, a fatura de eletricidade pode atingir os 20.000-30.000€ euros por mês!) OS DESAFIOS PARA MANTER A QUALIDADE DO AR NOS EDIFÍCIOS Uma das principais recomendações das autoridades para evitar a propagação do COVID-19 era ventilar corretamente os ambientes interiores, uma vez que os aerossóis que exalamos quando falamos, respiramos ou espirramos podem permanecer suspensos no ar durante muitas horas e favorecer a transmissão daquela e de tantas outras doenças infeciosas. Assim, a manutenção de taxas adequadas de renovação do ar é absolutamente vital. Esta necessidade de ventilação frequente dos espaços para garantir a sua salubridade constitui um desafio para manter o conforto dos ocupantes, sobretudo nos meses de inverno – e pode também travar os esforços de melhoria da eficiência energética das instalações, por exemplo, ao limitar a recirculação do ar. No entanto, esta necessidade não deve impedir os esforços em curso para progredir para instalações mais eficientes e sustentáveis. Felizmente, a solução que combina o melhor dos dois mundos existe – e está ao nosso alcance. A SOLUÇÃO: TECNOLOGIAS INTELIGENTES PARA MEDIR A QUALIDADE DO AR Como podemos, então, ventilar adequadamente os espaços sem desperdiçar energia ou comprometer o conforto dos ocupantes? O segredo é medir a qualidade do ar através de tecnologias

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