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Passive House em Portugal: os primeiros 10 anos

10/11/2022
Cumprem-se, em 2022, os primeiros 10 anos de atividade da Associação Passivhaus Portugal, que teve, tem e terá como primeiro objetivo disseminar o conceito Passive House em Portugal. A celebração deste momento acontece num momento em que vivemos tempos altamente desafiantes. Os desafios que hoje se colocam às famílias, às organizações e ao Estado, obrigam a que todos assumamos as nossas responsabilidades e sejamos mais exigentes em tudo o que fazemos. Estes tempos e estes desafios devem também levar-nos a repensar o caminho que nos fez chegar a este momento de instabilidade e insegurança, mas também de desconfiança e desesperança.
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As primeiras Passive Houses certificadas em Portugal (© Homegrid).

O começo

Quando começámos este caminho, em 2012, o cenário também estava longe de ser animador devido à grave crise económica e aos seus efeitos nomeadamente no setor da construção. E o começo foi feito de raiz uma vez que, com a exceção de um projeto europeu (o Passive-On terminado, em 2007) e de um trabalho de investigação (‘Passive Houses in Southwest Europe’ do físico Jürgen Schnieders, de 2009), não havia nada em Portugal relativo à Passive House. E, desde o começo, até ao momento atual, todo o trabalho foi feito sem qualquer tipo de apoio público e sem fundos comunitários.

Como o arranque ou início de qualquer projeto, foi definido um plano e foi aproveitada uma oportunidade, que, no caso, era um projeto de duas moradias unifamiliares desenvolvido pela Homegrid, onde se procurou implementar o padrão Passive House quando a obra estava a iniciar. Com a conclusão da obra e a obtenção da certificação Passive House dos primeiros edifícios em Portugal, tínhamos cumprido o primeiro passo desse plano que havia sido definido com o Passivhaus Institut. O segundo foi a monitorização do seu desempenho, como forma de verificar e validar a aplicação da norma em Portugal. O terceiro passo foi o estabelecimento de uma entidade que representasse o setor em Portugal e que trabalhasse para o seu desenvolvimento e divulgação. E assim foi criada a Associação Passivhaus Portugal em novembro de 2012.

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O que alcançámos

Passados 10 anos, temos hoje em Portugal uma verdadeira rede Passive House. Por um lado, temos no nosso mercado empresas e fabricantes nacionais e multinacionais com produtos e soluções adequadas à Passive House, muitas delas com certificação Passive House. Por outro lado, temos já mais de 500 profissionais formados com os cursos oficiais Passive House. Ou seja, há capacidade para implementar a Passive House em qualquer ponto do País.

Foi também realizada uma aposta a nível institucional com o estabelecimento de protocolos e parcerias com Universidades e Institutos, com outras associações e entidades e também com municípios. Durante este percurso, como é natural, houve momentos de menor e de maior aceleração, houve parcerias e envolvimento em redes e grupos de trabalho que não partilhavam a mesma visão. Houve também diálogos e interações com diferentes agentes da governação em diferentes momentos que levaram também a resultados distintos. Mas o caminho até aqui trilhado tem sido pautado pela total independência em relação ao poder político e administrativo, o que permitiu, permite e permitirá, a total liberdade na ação da Associação Passivhaus Portugal.

O caminho até aqui trilhado tem sido pautado pela total independência em relação ao poder político e administrativo, o que permitiu, permite e permitirá, a total liberdade na ação da Associação Passivhaus Portugal

Esta estratégia permitiu uma considerável disseminação da Passive House pelos meios profissionais, académicos e também junto do público em geral, havendo hoje um reconhecimento da Passive House como o mais elevado padrão de desempenho dos edifícios, ao nível do conforto, bem-estar e saúde dos ocupantes e ao nível da eficiência energética e da sustentabilidade na operação e utilização dos edifícios.

Mas muito mais foi alcançado neste período. Entre outras conquistas, destacamos o seguinte:

  • as dezenas de trabalhos de investigação e teses sobre a Passive House desenvolvidas nas Universidades em Portugal;
  • a criação de uma plataforma de monitorização de edifícios Passive House de acesso livre e com dados em tempo real;
  • as nove conferências anuais já realizadas e as dezenas de seminários e workshops realizados de norte a sul do País, em ambos os arquipélagos e por via virtual;
  • o site www.passivhaus.pt com todo o seu conteúdo disponível de forma gratuita, com todas as apresentações das conferências e workshops, com as soluções dos parceiros e todos os artigos e documentos técnicos criados;
  • as dezenas de projetos Passive House construídos, em construção e em desenvolvimento em Portugal.

É este trabalho e esta rede Passive House que apresentámos na 10ª Conferência Passivhaus Portugal 2022, que se realizou no modo presencial este ano, no Centro Cultural e de Congressos de Aveiro, nos dias 25 e 26 de outubro.

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Os próximos 10 anos

No futuro, o trabalho irá prosseguir para continuar a fortalecer e fazer crescer a rede Passive House em Portugal e continuar a apostar na sensibilização do mercado sobre a Passive House, em particular na desmistificação de ideias pré-concebidas ou erradas sobre o conceito.

Tem de ser continuada a reflexão e o trabalho junto das universidades de modo que este conhecimento seja assimilado e praticado pelos estudantes de arquitetura e das engenharias.

No fundo, a Associação Passivhaus Portugal vai continuar a trabalhar para a transição do parque edificado de Portugal para níveis de elevado desempenho para que possamos viver em edifícios saudáveis, confortáveis, acessíveis e sustentáveis. Ou seja, fazer cumprir aquele que é o segundo objetivo da Associação Passivhaus Portugal, tal qual como foi escrito há 10 anos, na sua fundação: ‘Contribuir para a independência energética e a sustentabilidade de Portugal’.

De forma humilde mas convicta, trabalhamos com esperança e confiança na afirmação da Passive House como parte da resposta aos desafios atuais a nível nacional e internacional para construirmos um futuro sustentável, com estabilidade e segurança para todos.
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